Livro da vida

Livro da vida

Livro da Vida Nosso destino não está escrito em nossos genes. Nossas decisões são mais que impulsos eletroquímicos no cérebro. Podemos ser pó da terra, mas dentro de nós está o sopro de D’us. Existem momentos em que o significado de uma antiga metáfora toma uma nova dimensão. Isso é o que aconteceu este ano. Durante séculos, talvez milênios, nesta época entre Rosh Hashaná e Iom Kipur nossos ancestrais falaram sobre o “livro da vida” e oraram para serem inscritos nele. Não é por acaso que quando os judeus falavam a respeito da vida pensavam sobre um livro. Outras religiões encontram santidade em outras coisas — pessoas, locais, ícones, objetos. Mas a santidade judaica existe, acima de tudo, na linguagem. Com palavras, D’us criou o mundo. Através de palavras, Ele revelou-Se no Sinai. Através das palavras, D’us e o povo judeu conectam-se um ao outro no grande pacto de amor e redenção. Quando D’us compôs a Torah, dizem os rabinos, Ele escreveu-a com letras de fogo negro sobre fogo branco. Para nós letras, palavras, frases, livros foram o meio no qual o mistério da vida foi codificado. Sabemos agora que isso foi mais que uma intuição espiritual. É um fato científico. A decodificação do genoma humano é um dos notáveis avanços da ciência. Quarenta e sete anos depois que Francis Crick e James Watson descobriram a dupla hélice

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O Ano Novo

O Ano Novo

O Ano Novo O fundo histórico “E falou o IHVH a Moshe, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao IHVH” Lv 23.23-25. Um dos fatos fascinantes sobre o feriado de Rosh Hashanah, é que ele é considerado o “Ano Novo”. A verdade é que esta data ocorre no sétimo mês no calendário anual. Será que alguém fez um cálculo desastroso? O ano bíblico começa na primavera do mês de Nissan: “Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano” Ex 12.2. Há uma certa lógica nisso. É o início da época da colheita. Entretanto os rabinos dão um significado especial ao primeiro Shabat do ano (é o primeiro dos feriados nacionais) que eles consideram como o Ano Novo “espiritual”. Aqui o nome muda também. Biblicamente conhecido como Iom Teruah (O Dia do Sonido / Festa das Trombetas), o segundo dia de Tishrei começou a ser chamado de Rosh Hashanah, o principal dia do ano. O propósito deste feriado é relembrado numa palavra – reunião. Desde que aos feriados chamam-nos a comunhão, para termos uma fé pura em D-us, Rosh Hashanah vem para representar o dia do arrependimento. É o dia quando o povo de

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Contos chassídicos de Rosh Hashana

Contos chassídicos de Rosh Hashana

Contos chassídicos de Rosh Hashana Onde você esteve até agora? Rabi Aharon de Karlin foi certa vez o chazan, cantor, para Shacharit (Prece da Manhã) em Rosh Hashaná. Entretanto, assim que recitou a primeira palavra, “Hamelech” (o Rei), explodiu em lágrimas amargas e foi incapaz de continuar. Mais tarde, os chassidim lhe perguntaram: “Rebe, o que o fez cair em pranto daquele modo?” Explicou ele: “Assim que disse a palavra Hamelech, lembrei-me de uma história na Guemará. Quando Rabi Yochanan ben Zacai visitou Vespasiano, saudou-o com as palavras: ‘A paz esteja contigo, ó rei, a paz esteja contigo, ó rei.’ “Quando Vespasiano, que ainda não fora informado deste compromisso pelo Senado Romano, ouviu estas palavras, replicou: ‘Você merece a morte por uma de duas razões: Se eu não for o rei, como ousa falar-me daquela maneira? E se eu for o rei, por que não veio ver-me até agora?’ “Por isso,” disse Rabi Aharon, “quando me referi a D’us como Hamelech, fiquei cheio de remorso. Como D’us é o Rei, por que não o procurei arrependido até agora?” As melhores intenções Rabi Levi Yitschac de Barditshev estava procurando alguém para tocar o shofar em Rosh Hashaná. Muitos rivalizavam pela honra de tocar o shofar para ele, que entrevistou vários candidatos. Chamou cada um e perguntou: “Sobre o quê pensa quando toca o shofar?” Cada um deles falou sobre

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Rosh Hashana – Aniversário do mundo

Rosh Hashana – Aniversário do mundo

Rosh Hashana – Aniversário do mundo O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torah fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação. Isso nos mostra que há uma metodologia totalmente diferente da parte do Eterno, pois Ele mesmo nos ensina que o “sete” está relacionado à plenitude e portanto o Ano Novo no sétimo mês indica que este é um mês de plenitude para o homem em sua história. Isso também nos mostra que Rosh Hashana – Cabeça do Ano – é o tempo em que o Eterno quer de fato nos dar a sua plenitude nos colocando como “cabeça” e a cabeça é justamente a parte mais importante do corpo, pois ela comanda todo o restante; sem ela o corpo anda sem qualquer direção e sem discernimento! Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso,

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A voz do shofar

A voz do shofar

A Voz do shofar Em Rosh Hashanah, restauramos nossas almas ouvindo a voz do shofar. Para completar esta mitzvah, o único requerimento é ouvir a voz do shofar. A voz do shofar tem uma íntima e minuciosa mensagem para a alma. Este som carrega esta mensagem para as raízes da alma. O ouvinte não tem o domínio direto da mensagem. Das raízes da alma, a mensagem penetra na alma do ouvinte e restaura seus poderes. Como o Shofar restaura os poderes superconscientes da alma? Das raízes da alma, a voz do shofar primeiro encontra os poderes superconscientes da alma – emunah (confiança), ta’anug (prazer) e ratzon (vontade). Fortalecimento da confiança – Emunah Um conceito que não pode ser entendido intelectualmente está atualmente dirigido ao poder da confiança na alma. Por esta razão, nós aprendemos dos tzaddikim que devemos continuar ensinando a Torah para aquelas pessoas que aparentemente não estão entendendo. Sua alma entende, e a Torah penetra em sua existência e traz poder à sua simples confiança no Eterno. O simples som do shofar alcança o poder da confiança, que é igual em todos os judeus. Revelando prazer – Ta’anug O simples canto do shofar – a coroa e a raiz de todos os instrumentos musicais – tem o poder de acordar e revelar o simples prazer da alma. Há uma constante dimensão de prazer na alma derivada

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Rosh Hashana – Conhecido como Ano Novo Judaico

Rosh Hashana – Conhecido como Ano Novo Judaico

Rosh Hashana – Conhecido como Ano Novo Judaico Rosh Hashaná o que significa? Literalmente “Cabeça do ano”, pois assim como a cabeça direciona cada membro do corpo, também a energia e as resoluções de Rosh Hashana direcionam todos os dias do ano. Inicia-se o ano ao anoitecer, o que quer dizer que a muito tempo atrás quando D-us criou Adão e deste ato nasceu o Rosh Hashaná que é uma época em que o judeu fica mais próximo de D-us. Se cremos no Mashiach – Ieshua – fomos “inscritos” no “Livro da Vida”. Segundo a tradição judaica, dez dias mais tarde, em Yom Kipur, o Livro é selado. Através do arrependimento, da oração e do cumprimento dos mandamentos da Torah, podemos merecer as bênçãos de D’us para saúde, bem-estar e prosperidade para o ano que se inicia. Conhecido por mais 03 (três) nomes: YOM HAZICARON – dia da lembrança de que seremos julgados e devemos nos arrepender; YOM TERUÁ – dia do toque do shofar; YOM HADIN – dia do julgamento. Este dia sagrado se celebra no 1º dia de TISHREI, entre setembro e outubro. No livro de Levítico está escrito que no 1º dia do 2º mês, se guarde um dia de repouso anunciado pelo toque do shofar. Este dia conhecido como o ano novo judaico, é o primeiro dos dez dias de penitência, um período de

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Maçã e mel

Maçã e mel

Maçã e mel “Que seja Tua vontade, Hashem nosso D’us, que nos inaugures para um ano bom e doce” Esta oração é recitada tradicionalmente na véspera de Rosh Hashaná enquanto comemos uma maçã mergulhada em mel, um símbolo da doçura do ano pelo qual oramos. Na oração pedimos um ano “bom e doce”. Pedir simplesmente um ano bom não é suficiente, porque sabemos que muitas coisas que atualmente nos perturbam são na verdade bênçãos disfarçadas, portanto “bom” pode também ser sofrido. Portanto, especificamos “bom e doce”, um tipo de bem que pode ser facilmente apreciado. O “bom” pode ser entendido intelectualmente, mas “doce” é uma sensação que até as crianças podem entender. Pedimos a D’us pela bondade sem complicações e não muito sofisticada, o tipo de coisa doce que pode ser apreciada por todos, em vez daquilo que é compreendido apenas por pessoas de profunda fé. “Dê-nos o bem simples, doce como o mel”. O Eterno se relaciona conosco da mesma forma que nos relacionamos com Ele. Se aceitamos Sua palavra com fé simples e sem questionamentos, então Ele responderá com o bem simples e sem complicações. Se complicamos a fé, aceitando apenas aquilo que podemos compreender intelectualmente, então D’us nos dá o tipo de “bem” que exige grande esforço intelectual para aceitar. Na verdade, vemos que enquanto os judeus celebram feriados com comidas, a maneira pela qual

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Por que Rosh Hashaná?

Por que Rosh Hashaná?

Por que Rosh Hashaná? Rosh Hashaná – literalmente – significa “Cabeça do Ano”. Mas por que esta Festa tem esta designação? É justamente nesta época que é tocado o shofar mais de cem vezes anunciando que um novo ano está chegando… Mas vejamos qual é a relação desta festa da Torah com a Brit Hadasha. “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao IHVH” (Lv 23:24-25). Esta é a época em que nós somos “convidados” pelo Eterno a ouvir sua voz – do shofar – a fim de que possamos ser lembrados – como um MEMORIAL – de tudo aquilo que Ele mesmo fez em nossas vidas no decorrer do ano e podermos declarar aquilo que Ele ainda fará neste ano vindouro! Quando Nos lembramos de Ieshua, vemos que existem inúmeras relações entre Rosh Hashaná e o Messias. Vejamos então: O toque do Shofar – Este é um evento em que o shofar é tocado mais de cem vezes simbolizando que devemos estar atentos aos próximos acontecimentos depois disso, pois o shofar representa a Voz do Eterno que soa como que nos alertando: “O tempo está próximo!” É um dia de regozijo! Este dia seria marcado pelo oferecimento ao Eterno daquilo que temos de melhor:

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