Pecado e arrependimento

Pecado e arrependimento

Pecado e arrependimento Em Iom Kipur, Dia do Arrependimento, além de fazer um balanço do ano que passou e se arrepender dos erros e transgressões cometidas, o homem deve responder perante D’us à pergunta: “Que tipo de pessoa eu me tornei?” Ensina o Talmud que, em Iom Kipur, o homem é perdoado pelas transgressões que cometeu contra D’us, mas não pelos pecados que cometeu contra o próximo. Se alguém prejudicar o outro, de alguma maneira, deve pedir perdão e reparar o erro cometido, pois o Eterno não absolve erros ou ofensas que uma pessoa faz em relação à outra, até que aquele que foi ferido a perdoe. Mas D’us, em sua Infinita Misericórdia, dispõe-Se a perdoar o indivíduo que pecou contra Ele. De acordo com o judaísmo, pecar contra D’us significa ignorar ou transgredir a Vontade Divina, violando um dos mandamentos da Torah referente a nosso relacionamento com o Rei do Universo. Na Torah, diferentes palavras hebraicas são utilizadas para descrever diferentes tipos de pecado: o termo chet é utilizado quando o pecado é cometido por erro ou por descuido; avon é utilizado quando o pecado é fruto de desejo ou paixão; e pesha, por um ato de rebelião contra o Criador. O Midrash nos oferece, através de uma linguagem metafórica, um entendimento mais profundo do pecado e de suas consequências para o homem ao revelar a resposta

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Os Dez Dias de Teshuvá

Os Dez Dias de Teshuvá

Os Dez Dias de Teshuvá Na obra Pirkei Avot, A Ética dos Pais, livro sagrado de sabedoria e ética judaica, consta que o mundo é sustentado por três pilares: a Torah; a Avodá, o serviço no Templo Sagrado; e Guemilut Chassadim, os atos de bondade. Cada um desses pilares foi personificado por um dos Patriarcas do Povo Judeu – Avraham, Itzhaq e Ia´aqov – e é por esse motivo que eles são chamados de “os pais do mundo”. Avraham, que amava D’us e os homens, representa Guemilut Chassadim; Itzhaq, que se dispôs a ser sacrificado no Monte Moriá, onde foi construído o Templo Sagrado, personifica a Avodá; e Ia´aqov, o homem que “habitava nas tendas”, dedicando seus dias ao estudo da Sabedoria Divina, simboliza a Torah. O conceito dos três pilares que sustentam o mundo e a invocação do mérito dos três Patriarcas, que os personificam, é ecoado durante os Yamim HaNoraim, “os Dias Temíveis”, que se iniciam em Rosh Hashaná e terminam ao final de Yom Kipur. Nossos Sábios ensinam que há três formas do homem reverter um decreto Celestial não favorável: a Tefilá, a Teshuvá e a Tzedacá. A Tefilá, palavra hebraica que é comumente traduzida como “oração”, corresponde à Avodá – o serviço no Templo Sagrado.  O Talmud define a Tefilá como o “serviço do coração”. Na ausência do Templo de Jerusalém – quando estamos impossibilitados

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Iom Kippur

Iom Kippur

Iom Kippur “Falou mais o IHVH a Moshe, dizendo: Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao IHVH. E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o IHVH vosso Elohim. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo. Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações” Lv 23:26-31. O Dia do Perdão, Iom Kippur, é o dia mais solene do calendário judaico. Constitui o ponto alto dos dez dias de penitência que se iniciam em Rosh Hashaná. Segundo o Levítico (16.30-31) “Neste dia se fará a vossa expiação e a purificação de todos os vossos pecados; nele sereis purificados diante do IHVH”. Iom Kippur é o dia em que o Todo-Poderoso, depois de ponderar os atos de cada criatura no Rosh Hashaná, dá seu julgamento. Assim, o destino de cada um é fixado para o ano seguinte (segundo a tradição judaica). O Iom Kippur foi instituído primeiramente como dia de penitência para o povo judeu, quando Moshe voltou do Monte Sinai trazendo o segundo par de Tábuas

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Báal Shem Tov e os Salmos

Báal Shem Tov e os Salmos

Báal Shem Tov e os Salmos Durante Yom Kipur, devemos aproveitar os momentos auspiciosos do mais santo dos dias, proclamando orações sinceras. Assim, costuma-se preencher o tempo livre com a leitura dos Salmos de David. Em relação a este fato, segue-se a seguinte narrativa. O santificado Báal Shem Tov tinha grande amor por todo seu povo. Ele amava os jovens e os velhos, o povo da cidade e os moradores do campo, os eruditos e os sem estudo. A todos amava com a alma e o coração. Não é de se estranhar que os judeus afluíam a ele, de longe e de perto, pois o coração é como um espelho. E é por isso que tantos judeus procuravam o Báal Shem Tov. Alguns vinham ouvir suas palavras sobre a Torah; a eles o Báal Shem Tov revelava os segredos mais ocultos da Torah, fazendo seus corações encherem-se de alegria. Outros, inclusive os não instruídos, vinham pedir conselhos e bênçãos ou apenas ver sua santa face e ficavam inspirados pelas melodias que ouviam; as músicas eram cantadas sem palavras ou com vocábulos muito simples para que todos pudessem entender. O povo simples e sem instrução sentia-se envergonhado por não ter tido maior oportunidade de estudar na juventude. O Báal Shem Tov percebia como se sentiam e sabia que não tinham culpa. Assim, dizia frequentemente para que não se sentissem

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Como nos preparar para IOM KIPUR?

Como nos preparar para IOM KIPUR?

Como nos preparar para IOM KIPUR? A véspera de Iom Kipur Fazer Teshuvá, Tefilá (orações)e Tsedacá (ofertas). Iom Kipur perdoa pelos pecados contra D’us, mas não os erros cometidos entre os homens. Portanto, é importante, pelo menos no dia anterior a Iom Kipur, se desculpar e pedir perdão aos amigos, parentes e conhecidos, para retificar qualquer sentimento de tristeza, angústia, frustração ou raiva que possa ter sido despertado. No dia anterior a Iom Kipur, comemos refeições festivas (antes do início do IOM KIPUR), para demonstrar nossa fé e confiança na misericórdia Divina. Outro belo costume para este dia é que os pais abençoam seus filhos com a Bênção Sacerdotal: “Que D’us te abençoe e te guarde… Que D’us faça brilhar Sua face sobre você e seja favorável a ti… Que D’us vire sua face em sua direção, e lhe conceda paz.” O que é Iom Kipur? Uma Eterna Ligação Iom Kipur foi o dia em que D’us perdoou ao povo judeu pelo pecado do “Bezerro de Ouro”. Neste dia D’us nos entregou as segundas Tábuas da Lei, (pois as primeiras foram quebradas diante do “Bezerro de Ouro”). Embora estes dias sejam solenes, eles não são tristes. Quando uma pessoa perdoa outra, é por causa de um profundo senso de amizade e amor que não leva em conta o efeito de qualquer coisa errada que tenha sido feita. Similarmente,

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