Iran

Mário Moreno/ novembro 12, 2017/ Artigos

Iran

Pérsia & Iran – Ontem e Hoje

O Irão ou Irã é um país asiático do chamado Médio Oriente, que limita a norte com a Arménia, o Azerbaijão, o Turquemenistão e o Mar Cáspio, a leste com o Afeganistão e o Paquistão, a oeste com o Iraque a a Turquia, a sul com o Golfo de Omã e com o Golfo Pérsico. A sua capital é Teerão, a sua língua oficial o persa e a sua moeda é o rial. Conhecido até 1935 como Pérsia, passou então a ser conhecido como Iran (transliterado em Portugal como Irão e no Brasil como Irã), palavra que significa literalmente “terra dos arianos” (no sentido étnico do termo e não no seu sentido religioso, ligado ao arianismo). Em 1979, com a Revolução Islâmica promovida pelo aiatolá Khomeini, o país adoptou a sua actual designação oficial de República Islâmica do Irã(o). Os seus nacionais se chamam iranianos, embora o termo persas seja ainda utilizado. Durante a história, o território do país tem tido grande importância geográfica, visto a sua posição entre o Oriente Médio, Cáucaso, Ásia Central e o Golfo Pérsico, além da proximidade entre o Leste Europeu e o subcontinente Indiano.

A Origem bíblica

Temos na origem deste povo um casamento: Esav casa-se com Adah que é uma das filhas de Canaã: “Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã; a Ada, filha de Eilom, heteu, e a Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu” (Gn 36.2). O pai de Adah é Eilom cujo nome significa “terebinto; poderoso”; é um homem de origem hetéia. Os itii eram os antigos habitantes da Anatólia – atual Turquia – fixando-se posteriormente ao norte do Líbano. Veja algo interessante sobre os hititas:

“O seu nome em hebraico é hiti e vem da raiz hat que significa “apanhar” (geralmente fogo, brasas). Não há muito a dizer sobre este povo, a não ser que espiritualmente é um povo muito perigoso para Israel pois habitavam as montanhas e desejavam estar sempre acima de seus inimigos. A raiz de seu nome nos fala sobre um culto à deuses estranhos que necessitam de fogo para se manifestarem. O culto ao fogo e seus desdobramentos nos tempos atuais como “caminhar sobre fogo e brasas” sem se queimar é uma forma de testar a coragem e prender o participante através disso aos espíritos responsáveis por este culto. Para nós isso se assemelha muito as Festas Juninas e seus pares em todo o Brasil” (Citação do livro “B´nei midbar” do mesmo autor).

Deste casamento – entre Esav e Adah nasce Elifaz – “E Ada teve de Esaú a Elifaz; e Basemate teve a Reuel” (Gn 36:4); este casa-se com uma concubina Timna (nome que significa “reprimida”) e gera Amaleq cujo nome significa “habitante do vale”; “E Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque. Estes são os filhos de Ada, mulher de Esaú” (Gn 36:12). Veja outras características deste povo:

“…Este povo na realidade chama-se a Amaleq, cuja raiz do nome vem do termo hebraico ´amal e significa “labuta, trabalho pesado, aflição, dificuldade”. Eles habitavam no vale e tinham a função de fazer com que Israel lutasse muito, entrasse em dificuldades, até chegar ao ponto de gerar aflição em meio ao povo. Sua estratégia de ataque: sorrateiramente (sem aviso prévio), pelas costas (a fim de surpreender sua vítima) e prefere os fracos e doentes” (Citação do livro “B´nei midbar” do mesmo autor).

Elifaz era primogênito de Esav: “Estes são os príncipes dos filhos de Esaú: os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, o príncipe Temã, o príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz” (Gn 36:15).

Veja que “Amaleq” é chamado de “príncipe” nas Escrituras: “O príncipe Coré, o príncipe Gaetã, o príncipe Amaleque; estes são os príncipes de Elifaz na terra de Edom; estes são os filhos de Ada” (Gn 36:16). Veja agora que coisa interessante, pois a palavra traduzida por “principe” aqui é ´allup que significa “chefe”. Ela vem da raiz da palavra ´elep que significa “mil”; então temos por inferência que os “principes” citados aqui são provenientes de reinos que não possuem coroas; ou seja, estes povos são liderados por “reis” que não passam de líderes de bandos! Já na sua origem percebemos que estes “reinos” não possuem uma origem que remonte a um reino estabelecido; eles estabelecem-se em qualquer lugar e ali lutam para poderem conquistar e espoliar e depois vão para outros lugares assim vivendo.

Os amalequitas – assim como outros povos – surgiram de uma atitude de desobediência ao Eterno. Este é o caso de amaleq, pois Esav desobedece à Palavra do Senhor e vende sua primogenitura à Ia´acov, abrindo assim mão de algo muito precioso e conseqüentemente perdendo o direito à receber a bênção de seu pai Itzach. Sendo assim agora Esav passa a agir de forma desordenada e perde seu referencial: o Eterno! Ele casa-se com mulheres estrangeiras misturando-se assim com povos que não temem ao Senhor e conseqüentemente associando-se à seus deuses. Este tipo de “união” faz com que a ira do Eterno venha sobre a vida daqueles que assim agem! Esav definitivamente abandona ao Eterno e passa a viver em função dos deuses estranhos das nações com quem se associou através de casamentos. Isso se estenderá à seus filhos e aos seus descendentes que, daqui em diante passarão a odiar à Israel e aos judeus de uma forma geral. Esta já é uma semente lançada no coração destas pessoas que a perpetuarão e farão com que este ódio seja intensificado durante séculos a fio e perdure até o dia de hoje!

Tem início o confronto

Agora veremos que após centenas de anos passados entre o casamento que dá origem aos amalequitas e a caminhada do povo de Israel pelo deserto surge então o primeiro conflito entre eles: “Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. Por isso disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de D-us estará na minha mão. E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada. Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O Senhor é minha Bandeira. E disse: Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração” (Êx 17:8-16).

Veja o que aconteceu nesta batalha: “…Agora temos o encontro com Amaleq. O nome Amaleq vem do mesmo termo hebraico e significa “aquele que habita nos vales”. Na raiz desta palavra temos os termos ´amal que significa “labuta, trabalho pesado, aflição, dano, tristeza, dor, injustiça, infortúnio, desgraça”. Temos ainda o termo ´amel que significa “operário braçal, desgraça, ímpio, trabalhador; extenuante, fatigante”. Diferentemente dos habitantes da montanha, os amalequitas habitavam nos vales. O objetivo deste povo era justamente o de trazer dor, aflição, tristeza, sobre o povo de Israel.

O espírito que opera por trás de amaleq é aquele que tem o objetivo principal de dispersar o povo de D-us; alguns crêem que na divisão haverá multiplicação, mas neste caso a divisão gerará fraqueza pois ela está sendo perpetrada por um espírito maligno. Tudo que o maligno divide tem o objetivo de enfraquecer o reino! Além disso ele carrega consigo outros espíritos que atuam fazendo com que o trabalho seja árduo, pesado, e sua remuneração nunca é suficiente. Com isso vem também a aflição, a dor e a tristeza por não crer que aquilo que se está recebendo esteja vindo das mãos do Criador! Tais pessoas tem uma propensão muito grande de declararem freqüentemente: “Eu ganho uma mixaria”; “meu salário nem bem é recebido e já acaba”. Voltamos à murmuração”.

“…A batalha entre Israel e amaleq deu-se em Refidim. Mas, por que justamente ali? Devemos nos lembrar que esta palavra significa “espalhar, estender” e o objetivo dos amalequitas era justamente o de espalhar o povo de Israel a fim de enfraquecê-lo. Então o Eterno possibilitou ao seu povo que derrotasse ao inimigo que tentava dissipá-lo! Nos momentos de crise, quando o inferno está tentando “rasgar” nossa vida somos levados a Refidim para ali vencermos amaleq! O Eterno ordenou que Moshe ficasse com as mãos erguidas enquanto os escolhidos dentre o povo lutavam contra amaleq. Os homens deveriam ser previamente escolhidos pois os amalequitas eram também feiticeiros e estes homens deveriam contar com sua oração pessoal para poderem atacá-los. Estes homens estariam preparados para uma verdadeira batalha espiritual em contato direto com o inimigo; enquanto isso haveria uma outra batalha sendo travada por Moshe, Aarão e Hur. Esta era a batalha que ocorria quando Moshe levantava suas mãos. Enquanto ele agia desta forma Israel prevalecia – vencia – os amalequitas. E quando suas mãos eram baixadas, os amalequitas é que venciam Israel. Mas o que significa isso então? A Torah não nos informa, mas o ato de Moshe estar com suas mãos levantadas para o alto pode demonstrar uma atitude de entrega da própria nação ao Todo-Poderoso. Então, quando isso não acontecia, o inimigo tornava-se mais forte e vencia a Israel.”

“No final da batalha – vencida por Israel – um altar foi erigido como memorial daquela vitória. Aquele lugar se chamou “IHVH nissi” que traduzido significa “O Eterno meu (ou minha) estandarte, emblema bandeira, sinal”. A “bandeira” ou “estandarte” nos fala também sobre a era messiânica: “E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar. E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra” (Is 11:10-12). O estandarte levantado para “sinalizar” aos povos é chamado de “Raiz de Jessé!” O mesmo “instrumento” que declarou a vitória sobre amaleq já foi levantado para congregar dos povos aqueles que pertencem ao Senhor! A Raiz de Jessé foi levantada como um estandarte a fim de se identificar aos homens para que eles possam olhar para esta pessoa e serem então salvos! É extraordinário pensarmos que o a raiz de Jessé – que nos tem dado autoridade sobre as forças naturais e espirituais – é a mesma pessoa que deu a Moshe a autoridade para vencer os inimigos de Israel – espirituais e físicos!” (Trechos extraídos do livro “B´nei midbar”).

Mas aquilo que realmente mais nos chama a atenção neste texto da Torah é que Iehoshua recebe a ordem de lutar contra Amaleq e vencê-lo! Iehoshua era da tribo de Efraim e era uma figura do Mashiach, pois seria ele o responsável de conduzir o povo de Israel até a Terra Prometida! Umj outro detalhe muito importante que devemos considerar: o Eterno ordena que Amaleq seja “desfeito” – aniquilado – ao fio da espada! Nós sabemos que a Espada é a Palavra do Eterno e Ieshua venceu seus inimigos usando justamente esta arma! Então temos novamente aqui o princípio: para vencermos Amaleq devemos nos utilizar da Espada – a Palavra – a fim de destruirmos totalmente nosso inimigo!

A palavra do Eterno contra Amaleq

Veremos também como o Eterno usará pessoas para profetizarem contra Amaleq e para declararem – anunciarem – a sua ruína! “E vendo os amalequitas, proferiu a sua parábola, e disse: Amaleque é a primeira das nações; porém o seu fim será a destruição” (Nm 24:20). O primeiro texto que usaremos refere-se à uma profecia dada por um gentio: Binlam (Balaão). Ele afirma que Amaleque havia sido a “primeira das nações”; porém seu fim seria a destruição! Quando o texto nos informa que Amaleq seria o “primeiro das nações” temos aqui a expressão “reshit goim” que significa “primeiro, princípio” e o termo “goim” é plural para designar “os pagãos, as nações gentílicas”! Ora, entendemos então que Esav foi o primeiro a se desviar da presença do Eterno e ao invés de tornar-se uma nação bendita, torna-se a origem de uma nação pagã que depois viria a perseguir Israel até os dias modernos! Agora temos o termo “destruição” que vem da palavra hebraica “obed” com o mesmo significado; porém na raiz desta palavra temos algo interessante, temos o termo “abadon” que significa “destruição, ruína” e este termo está ligado ao livro de Apocalipse e refere-se a um “anjo do abismo” que conduz um exército de gafanhotos em sua tarefa de destruição da terra (Ap 9.11). O que é mais intrigante aqui é que esta referência nos fala sobre o “quinto shofar” que está sendo tocado e os gafanhotos trarão sofrimento sem morte durante cinco meses! O rei destes gafanhotos denomina-se “destruição” mas sem autoridade para destruir! É um rei sem coroa…pois tem poder espiritual que pode manifestar-se no mundo físico porém sem autoridade para matar! Amaleq trabalha e obedece às ordens do Criador, o Eterno D-us de Israel! Aleluia!

Mas veja agora o que a Torah ainda nos relata: “Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito; como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a D-us. Será, pois, que, quando o Senhor teu D-us te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Senhor teu D-us te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças” (Dt 25:17-19). Aqui precisamos destacar três coisas:

  • Os versos citados iniciam-se com “lembra-te…” e eta palavra é proveniente do termo hebraico zakar que significa “pensar, meditar, dar atenção; lembrar, relembrar, recordar, etc…”, ou seja, até que Amaleq seja totalmente arruinado e destruído que volte à tua memória, oh Israel, aquilo que este povo fez contigo enquanto caminhava pelo deserto….
  • A mesma palavra é repetida para referir-se à “memória” deste povo, só que desta vez a conotação é “apagar a recordação e lembrança deles de debaixo dos céus! A palavra “céu” corresponde ao termo hebraico “shamaim” e está no plural; ou sej,a quando Amaleq for exterminado não haverá mais recordação ou vestígio deles nem no mundo terreno e muito menos no mundo vindouro!
  • A palavra final: “não te esqueças” é proveniente do termo hebraico “lo shakah” que significa “não esquecer, não desconsiderar”! O Eterno está levando esta questão muito a sério e pede a Israel que façam o mesmo! Não desconsiderem isso e saibam que um dia, no futuro, Amaleq será totalmente vencido, mas isso somente ocorrerá quando vocês – Israel – já estiverem em sua terra definitivamente! Obs: Isso já aconteceu para Israel, então esperamos a destruição de Amaleq para qualquer momento!

Finalmente temos agora a palavra profética de Debora, que nos diz: “Desperta, desperta, Débora, desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os teus cativos, tu, filho de Abinoão. Então fez dominar sobre os nobres entre o povo, aos que restaram; fez-me o Senhor dominar sobre os poderosos. De Efraim saiu a sua raiz contra Amaleque; e depois de ti vinha Benjamim dentre os teus povos; de Maquir desceram os legisladores, e de Zebulom os que levaram a cana do escriba” (Jz 5:12-14). Novamente temos aqui a afirmação de que “de Efraim raizes de Amaleq viriam depois” (As Palavras entre aspas correspondem à Tradução mais próxima do original). Isso parece nos mostrar que é necessário que Efraim possa além, de vencer Amaleq, possa também arrancar de seu meio as “raízes” deixadas por Amaleq, como ódio, traição, engano, etc… Amaleq além de trazer o mal sobre os israelitas também procura incutir nestes mesmos israelitas que eles nada são e devem odiar-se um ao outro! É como se Amaleq dissesse: “o teu povo é ruim; odei-o e seja como eu”. Isso não somente é “sugerido” como é também imposto sobre aqueles que estão sob o domínio de Amaleq!

A desobediência mantém Amaleq vivo!

Você sabe qual é a única atitude que mantém o nosso inimigo ainda em atividade? A desobediência! E eu não falo da desobediência daqueles que não conhecem ao Eterno; falo de desobediência entre aqueles que DEVERIAM obedecer e servir ao Todo-Poderoso de maneira completa, integral! Veja o que este texto nos revela: “Então tomou Saul o reino sobre Israel; e pelejou contra todos os seus inimigos em redor; contra Moabe, e contra os filhos de Amom, e contra Edom, e contra os reis de Zobá, e contra os filisteus, e para onde quer que se tornava executava castigo. E houve-se valorosamente, e feriu aos amalequitas, e liberou a Israel da mão dos que o saqueavam” (I Sm 14:47-48). Nestes versos temos parece que Sha´ul luta de forma a realmente cumprir a Palavra de Há Shem contra os inimigos de Israel. Amaleq aqui parece estar sendo totalmente dizimado, mas os versos posteriores nos darão uma nova perspectiva daquilo que realmente aconteceu!

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos. O que Saul convocou ao povo, e os contou em Telaim, duzentos mil homens de pé, e dez mil homens de Judá. Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs emboscada no vale. E disse Saul aos queneus: Ide-vos, retirai-vos e saí do meio dos amalequitas, para que não vos destrua juntamente com eles, porque vós usastes de misericórdia com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Assim os queneus se retiraram do meio dos amalequitas. Então feriu Saul aos amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito. E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. E Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruíram totalmente” (I Sm 15:2-9). Este relato nos mostra que Sha´ul realmente não obedeceu ao Eterno! Ele agora olha para os bens dos amalequitas e para seu rei e não destroem à este povo totalmente! É como se eles agora tomassem o lugar do Eterno e dissessem: “Bem, isso podemos destruir, pois é ‘desprezível’; aquilo não destruiremos, pois nos parece agradável”. A atitude de Sha´ul e do povo de Israel desagradou profundamente ao Eterno, pois quando Ele dá uma ordem esta precisa ser cumprida de forma plena e sem questionamentos! Parece que neste momento os israelitas desejaram “enriquecer” com os despojos dos amalequitas; os bens materiais falaram mais alto do que a Palavra do Eterno e certamente levaram os israelitas à agirem de forma a desobedecerem aquilo que tinha sido dito pelo Eterno!

Mas, não foi somente isso; pois esta postura de desobediência teve uma origem: o rei de Israel! Ele, que deveria ser um padrão para o povo – em todos os sentidos – pois tratava-se do líder máximo do povo de Israel – falamos no aspecto “secular” – mas que também deveria dar exemplo de obediência às leis e mandamentos do Senhor! Mas isso não aconteceu… e as conseqüências fora desastrosas, não somente para Sha´ul como também para todo o povo, pois isso faz com que os amalequitas permanecessem vivos e puderam então perpetuar esta raça que hoje causa enormes danos não somente à Israel mas a todo o mundo! Isso parece algo muito forte para ser dito, mas vamos nos lembrar que amaleque sempre ataca pelas costas e prefere como alvo os velhos fracos e doentes. Ora, veja as notícias sobre os terroristas muçulmanos e compare sua forma de agir com aquilo que falamos agora! É exatamente o mesmo “modus operandi” que aparece aqui! Ou seja, os descendentes dos amalequitas ainda estão vivos e estão atuantes em todo o mundo! Uma outra questão que precisamos parar para pensarmos: por que todos os terroristas são muçulmanos – professam o Islamismo? Essa é uma outra questão que precisamos analisar aqui, pois esta religião surgiu somente 500 anos após a promulgação da Torah, ou seja, os autores do Corão tomaram a Torah, torceram seus ensinamentos e agora surge uma nova religião que tem como “alvo” mais aparente os judeus e a Palavra do Eterno!

O homem que os israelitas deixaram vivo chamava-se Agag este nome significa “Eu sobrepujarei”, “Eu excederei – em altura”. Será que o nome dele não nos lembra nada? Parece que até mesmo no nome do líder do amalequitas há uma identificação entre eles e há satan! E é justamente por isso que há uma grande necessidade de lidarmos com estas questões de uma forma muito especial, ou seja, com o devido cuidado e com temor diante do Eterno, pois este é o nosso inimigo e seu intuito é somente um: nos destruir!

Mas, como sempre o Eterno levanta agora um homem que ouve Sua voz e lhe obedece para fazer com que sua vontade cumpra-se na terra! “Então disse Samuel: Trazei-me aqui a Agague, rei dos amalequitas. E Agague veio a ele animosamente; e disse Agague: Na verdade já passou a amargura da morte. Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou as mulheres, assim ficará desfilhada a tua mãe entre as mulheres. Então Samuel despedaçou a Agague perante o Senhor em Gilgal” (I Sm 15:32,33). Vejamos algumas particularidades neste relato:

  • Agag veio à presença de Shmuel com alegria, pois julgou que o momento de sua morte já era passado;
  • Shmuel era sacerdote e não deveria usar a espada para tirar a vida de ninguém;
  • Shmuel agora é obrigado a dizer àquele homem: “Assim como a tua espada desfilhou as mulheres, assim ficará desfilhada a tua mãe entre as mulheres”. Ou seja, a morte que você “semeou” na vida de muitas famílias, agora te alcançará!
  • Shmuel usa a espada de uma forma muito intensa, pois ele “despedaça” Agag diante da face do Eterno! A palavra “despedaçar” vem do termo hebraico “shasap” com o mesmo significado, porém vindo da raiz “shesa” que significa “fender, dividir”. O que diríamos que aconteceu é que Shmuel praticamente “esquartejou” Agag diante de todos!

É claro que isso não era necessário, pois a função do sacerdote não era essa; porém com a desobediência de Sha´ul ele se viu obrigado a fazer cumprir a Palavra do Senhor! E isso custou a Sha´ul não somente o Reino mas também a sua salvação, pois deste momento em diante temos agora este homem agindo da mesma forma que um “ímpio” age: afastando-se cada vez mais da presença do Eterno!

Agora temos um outro exemplo do conflito entre amaleq e Israel: “Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, já os amalequitas tinham invadido o sul, e Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo. E tinham levado cativas as mulheres, e todos os que estavam nela, tanto pequenos como grandes; a ninguém, porém, mataram, tão-somente os levaram consigo, e foram o seu caminho. E Davi e os seus homens chegaram à cidade e eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados cativos. Então Davi e o povo que se achava com ele alçaram a sua voz, e choraram, até que neles não houve mais forças para chorar. Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas; Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu D-us. E disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me, peço-te, aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi. Então consultou Davi ao Senhor, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? Alcançá-la-ei? E lhe disse: Persegue-a, porque decerto a alcançarás e tudo libertarás. Partiu, pois, Davi, ele e os seiscentos homens que com ele se achavam, e chegaram ao ribeiro de Besor, onde pararam os que ficaram atrás. E perseguiu-os Davi, ele e os quatrocentos homens, pois que duzentos homens ficaram, por não poderem, de cansados que estavam, passar o ribeiro de Besor. E acharam no campo um homem egípcio, e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água. Deram-lhe também um pedaço de massa de figos secos e dois cachos de passas, e comeu, e voltou-lhe o seu espírito, porque havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água. Então Davi lhe disse: De quem és tu, e de onde és? E disse o moço egípcio: Sou servo de um homem amalequita, e meu senhor me deixou, porque adoeci há três dias. Nós invadimos o lado do sul dos queretitas, e o lado de Judá, e o lado do sul de Calebe, e pusemos fogo a Ziclague. E disse-lhe Davi: Poderias, descendo, guiar-me a essa tropa? E disse-lhe: Por D-us jura-me que não me matarás, nem me entregarás na mão de meu senhor, e, descendo, te guiarei a essa tropa. E, descendo, o guiou e eis que estavam espalhados sobre a face de toda a terra, comendo, e bebendo, e dançando, por todo aquele grande despojo que tomaram da terra dos filisteus e da terra de Judá. E feriu-os Davi, desde o crepúsculo até à tarde do dia seguinte; nenhum deles escapou, senão só quatrocentos moços que, montados sobre camelos, fugiram. Assim salvou Davi tudo quanto tomaram os amalequitas; também as suas duas mulheres salvou Davi” (I Sm 30:1-18).

Veja que novamente a estratégia de amaleq é a mesma: ataca pelas costas, de surpresa e somente quando as cidades estão desguarnecidas! Isso aconteceu com os israelitas e Ziclague é saqueada! A princípio a reação do povo é somente assentar-se e chorar a perda! Tudo o que construíram, inclusive suas famílias, agora estavam nas mãos dos inimigos. Eles choram até não mais poder e num instante voltam-se contra David – seu líder – culpando-o por “não estarem ali quando aquilo aconteceu”. É impressionante como precisamos de um culpado para “descarregarmos” nossa raiva sobre ele! Mas, David fortalece-se no Eterno e o consulta sobre o que deve ser feito. Parece que o equilíbrio e a “sanidade” estão de volta ao acampamento dos israelitas, pois David retoma as “rédeas” da situação e pergunta ao Senhor o que deve ser feito. A resposta é clara: vá e persiga teu inimigo; tudo retornará para suas mãos, não desista agora! A situação que aparentemente era de desespero e dor agora transforma-se em uma perspectiva de retomada e a esperança renasce no coração dos israelitas!

Agora eles partem em busca daquilo que lhes pertence, alcançam ao inimigo e o vencem! Veja que amaleq tem de devolver tudo aquilo que fora roubado – não sem luta – e agora é derrotado completamente! Exceção: quatrocentos homens fogem da luta e preservam suas vidas, perpetuando assim este povo mais uma vez! Aqui temos um outro princípio: quando descobrimos aquilo que amaleq está fazendo contra nós devemos lutar contra ele e tomar de volta aquilo que nos pertence, aniquilando-o de forma total, fazendo com que, de preferência, não sobre nenhum amalequita que consiga fugir para reproduzir-se, fortalecer-se e tornar a atacar o povo de D-us!

A questão profética – a profecia transforma-se em história

Todos os fatos narrados anteriormente nos levam para o tempo do Cativeiro. Agora, o povo de Israel cativo precisa novamente lutar contra amaleq! Neste momente veremos que um personagem aparece na história e novamente é identificado como um dos descendentes do povo que tantou lutou contra Israel! “Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele” (Et 3:1). Veja que o rei Assuero engrandece Haman que era agagita – descendente de Agag – e o coloca numa posição de maior destaque do que os demais príncipes que habitavam naquela cidade. Eles estavam em Susã, que era a capital do reino de Assuero.

Veja o relato histórico abaixo:

“Anteriormente aos aquemênidas o Planalto Iraniano era ocupado pela civilização elamita (cerca de 2700 a.C., cuja capital era a cidade de Anshan e, posteriormente, Susa. Elam conviveu com o Reino Jiroft – estabelecido no que são hoje as províncias orientais do Irã, enquanto que os elamitas controlavam a porção ocidental, na região da Cordilheira de Zagros – e posteriormente sucedeu-o, estendendo-se pelo Planalto Iraniano. A cultura elamita desempenhou um papel essencial no posterior Império Persa, durante o período aquemênida, que manteve a língua elamita como idioma oficial. A civilização elamita é tradicionalmente considerada o ponto inicial da história do Império Persa (e, em decorrência, do Irã).

Susa (ou Šuša) era uma antiga cidade do Próximo Oriente, capital do Elão e que fez também parte dos impérios babilónio, persa e parto, localizada cerca de 250 quilómetros a oriente do Rio Tigre, no que é hoje o sudoeste do Irão. É atualmente um grande campo arqueológico, e uma cidade com o seu antigo nome (Shush) situa-se nas proximidades”.

Então deduzimos que o povo de Israel estava sob o domínio dos Medos-Persas e em meio àquele reino haviam amalequitas que, também sob o domínio Medo Persa, agora eram exaltados como “príncipes” para tentarem exercer domínio novamente sobre o povo de Israel.

“O princípio do primeiro milênio a.C. testemunhou a segunda grande invasão do Planalto Iraniano por tribos indo-arianas provenientes da Transoxiana e do Cáucaso, entre as quais os medos e os persas. O primeiro registro a respeito dos persas vem de uma inscrição assíria de c. 844 a.C., que se refere aos parsu (Parsuash, Parsumash), localizando-os na área do Lago Urmia, juntamente com outro grupo, estes os madai.

Os medos fixaram-se no norte do Planalto Iraniano Ecbátana, atual Hamadan), e os persas, até então nômades, estabeleceram-se ao sul, em Parsa (atual província iraniana de Fars) e na cidade de Anshan, onde Teispes (reg. c. 675-640), filho de Aquêmenes (semi-lendário, c. 700-675), teria fundado um novo reino, intitulando-se “rei da cidade de Anshan”. Sucederam a Teispes Ciro I e Cambises I. Este último casou-se com a neta do líder medo Ciáxares e foi pai de Ciro II, conhecido como o Grande. O reino de Anchan, tributário dos medos, continuarou a usar o elamita como idioma oficial por algum tempo, embora a dinastia governante falasse persa, uma língua indo-européia. A posterior expansão do reino da cidade de Anchan resultaria na criação do Império Persa.

Durante anos dominadas pelos citas e pelos assírios, as tribos medas, unificadas por Ciáxares, conquistaram Nínive, capital da Assíria, em 612 a.C. Após a derrota definitiva dos assírios em 610 a.C., os medos ocuparam território no que é hoje o Irã, bem como na Ásia Menor, na Anatólia e na Lídia. Em 550 a.C., Ciro II, de origem persa, derrotou os medos e tomou o trono (medos e persas pertenciam à mesma raça iraniana e suas línguas eram quase idênticas: a ascensão de Ciro pode ser vista como uma revolução interna que não afetou o Império). Senhor dos territórios sujeitos ao Império Medo, Ciro II tomou a antiga capital elamita de Susa, para onde foi transferida a capital persa. Em seguida, os persas conquistam a Lídia, a Jônia, a Cária, a Lícia e a Babilônia, após derrotar o Rei Nabonido em 538 a.C. Sucedendo seu pai Ciro, Cambises II conquistou, em vinte anos, por meio de força militar e de uma política liberal para com os povos submetidos, um Império que se estendia do Mediterrâneo ao Indo e que incluía o Egito.

O Império atingiu o auge territorial sob Dario I, que conquistou o vale do rio Indo, a leste, e a Trácia, a oeste. A sua invasão da Grécia foi frustrada na Batalha de Maratona. Seu filho Xerxes I também tentou ocupar a Grécia, mas foi derrotado na Batalha de Platéias, em 479 a.C. (V. Guerras Médicas).

O Império Persa Aquemênida foi o maior e mais poderoso Estado que o mundo havia visto até então; era bem administrado e organizado. Dario dividiu o reino em cerca de vinte satrapias (províncias), supervisionadas por governadores (sátrapas). Também instituiu um sistema tributário para cobrar impostos de cada província, ampliou o sistema postal dos assírios e adotou o uso de agentes secretos (conhecidos como os Olhos e Ouvidos do Rei). Construiu a famosa Estrada Real, de modo a ligar o seu extenso Império.

Durante o período aquemênida, o zoroastrismo, fundado por Zoroastro, tornou-se a religião dos governantes e da maior parte dos povos da Pérsia; enfatizava uma luta dualista entre o bem e o mal, e uma batalha final vindoura. O zoroastrismo e seus líderes místicos, os magi, viriam a ser um elemento definidor da cultura persa.

A Pérsia Aquemênida uniu povos e reinos de todas as principais civilizações de uma vasta região”.

Agora entendemos pela história que o atual Irã já foi um local onde os israelitas estiveram cativos por algum tempo e dali saíram para reconstruir sua nação e novamente reerguer-se como o povo escolhido do Eterno.

Ali no cativeiro um dos maiores ataques contra a integridade espiritual e física do povo de Israel foi desferida por uma amalequita: Haman! Ele tentou, de todas as formas possíveis e imagináveis exterminar o povo judeu para satisfazer sua sede de poder e seu imenso orgulho e cobiça! Haman tornara-se um dos governantes de Assuero por sua ascendência real e também para que o rei mantivesse não somente a ele, como também aos demais “dominados” numa posição na qual ele os pudesse controlar de uma forma mais rígida; e isso pode ser feito dando-se uma certa “liberdade e autonomia” para que tal pessoa acredite estar segura naquele reinado. Haviam dois tipos de “colaboradores” do rei: os príncipes e os sátrapas. Vejamos o que a história nos fala sobre os sátrapas.

“Sátrapa – do grego “satrápēs”, do antigo persa van), i.e. “protetor da terra/país”) era o nome dado aos governadores das províncias, chamadas satrapias, nos antigos impérios Aquemênida e Sassânida da Pérsia.

Cada satrapia era governada por um sátrapa, que era nomeado pelo rei. Para evitar a corrupção, o Rei dos Reis (Imperador Persa) possuía uma rede de espiões que foi chamada de “Os olhos e ouvidos do Rei”. Após a conquista de Alexandre, o Grande esse sistema de administração foi mantido.

História

Segundo os antigos autores gregos Heródoto, Tucídides e frequentemente Xenófanes é traduzido por satrápēs “tenente, governador,” nos documentos da Babilônia e Egito e em Ezra e Nehemiah por pakha, “governador”; e o sátrapa Mazeus de Cilicia e Síria no tempo de Dario III e Alexandre (Arriano iii. 8) chama a si mesmo nas suas moedas “Mazdai, [que está] acima do país além do Eufrates e Cilicia.”

Quando Ciro o Grande (c. 576 – Julho de 529 a.C.) estava à frente do maior império do mundo fora da China, ele adotou o princípio de organização dos Assírios, que primeiro organizaram seus territórios conquistados em províncias, governadas por reis-clientes. A principal diferença era que, na cultura persa, o conceito de reino era indissociável do de divindade: a autoridade divina implicava o direito divino dos reis. Os vinte sátrapas nomeados por Ciro não eram reis, mas vice-reis governando em nome do rei. Dario I deu às satrapias uma organização definitiva, aumentou o seu número para vinte e três e fixou seu tributo anual (inscrição de Behistun).

Direitos e Responsabilidades

O sátrapa era o chefe da administração da sua província, e estava rodeado por uma corte de caráter não real; ele coletava imposto, controlava os representantes locais do governo e as tribos e cidades sob tutela. Ele era o juiz supremo da província, diante do qual todo caso civil e criminoso podia ser levado. Era responsável pela segurança das estradas (conforme Xenófanes), e devia controlar desordeiros e rebeldes. Recebia assistência de um conselho de Persas, para o qual também cidadãos da província eram aceitos, e era controlado por um secretário real e por emissários do rei, especialmente o “olho do rei”, que fazia uma inspeção anual.

O poder do sátrapa era controlado: além do seu escriba como secretário, o seu “Ministro das Finanças” (Persa antigo ganzabara) e o general encarregado do exército regular da província e das fortalezas eram independentes dele, e só prestavam contas ao shah, periodica e pessoalmente. Mas o sátrapa tinha o direito de ter suas próprias tropas (compostas na sua maioria de mercenários gregos, num período mais recente). As maiores províncias eram divididas em diversos distritos menores, cujos governadores também chamavam-se sátrapas e, segundo autores gregos, hiparcas (‘vice-regentes’). A distribuição das grandes satrapias mudava ocasionalmente, e era freqüente que duas delas fossem dadas ao mesmo homem. Sempre que a autoridade central imperial se enfraquecia, o sátrapa usufruía de uma verdadeira independência, especialmente quando se tornou costume sua designação como general-em-chefe do exército distrital, contrariamente à regra inicial. “Quando seu posto se tornou hereditário, a ameaça à autoridade central não podia mais ser ignorada.” (Olmstead). Rebeliões de sátrapas tornaram-se freqüentes a partir do meio do século V a.C.. O grande usurpador >Dario I lutou contra rebeliões generalizadas nas satrapias, e sob Artaxerxes II a maior parte da Ásia Menor e Síria esteve em rebelião declarada.

As últimas grandes rebeliões foram sufocadas por Artaxerxes III. A administração sátrapa foi mantida por Alexandre e seus sucessores, especialmente no Império Selêucida, onde o sátrapa é geralmente chamado de assirategus; mas suas províncias eram muito menores que as do tempo dos persas.

Mais tarde, o culto divino de um sátrapa foi atestado em inscrições sírias de Palmira e do Hauran. Pausânias (vi.25, 26) menciona Sátrapas como o nome de um D-us que tinha uma estátua e culto em Elis e identificava-se com Korybas. A origem deste “D-us” é obscura; talvez tenha surgido de um culto identificando o aspecto divino e real do poder dos sátrapas”.

Bem, apesar da “guerra” travada entre os amalequitas e Israel o que nos interessa é realmente o final desta história: o tal “príncipe” amalequita que se voltou contra Israel agora é morto – ler o livro de Ester – e aqueles que haveriam de serem massacrados agora tornam-se fortes e ganham fama no reinado de Assuero! Veja o que nos dizem estes versos sobre o resultado do levante contra Israel: “Então Mardoqueu saiu da presença do rei com veste real azul-celeste e branco, como também com uma grande coroa de ouro, e com uma capa de linho fino e púrpura, e a cidade de Susã exultou e se alegrou. E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra. Também em toda a província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo; e muitos, dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles” (Et 8:15-17).

Veja que coisa maravilhosa, pois os inimigos de Israel desejavam acabar com eles, mas ao invés disso o Eterno nos concedeu vitória e nos deu ainda uma festa para celebrarmos nossa vitória contra amaleq: Purim! É justamente nesta ocasião que celebramos nossa maior vitória contra este tão insistente inimigo! É neste tempo que devemos também nos lembrar que mais alguns princípios podem ser retirados da Palavra profética do Eterno para nós:

  • todo levante sem causa não será “perdoado” pelo Eterno; quem ataca seu povo recebe o “troco” na mesma medida;
  • tudo o que o inimigo planeja – seja através de palavras, documentos ou atitudes – será revertido e retornará para ele e para todos aqueles que o apóiam;
  • nem mesmo leis feitas contra os filhos de D-us prevalecem quando buscamos ao Eterno e pedimos que se nos dê livramento e socorro;
  • na época do “cumprimento” dos desígnios malignos, o Eterno muda a situação e nos dá honra ao invés de dor;
  • juntamente com a honra vem também uma atitude de receptividade por parte dos “incrédulos’ que agora passam a tornarem-se “judeus” por reconhecimento ao poder do Eterno em favor de Israel.

Finalmente podemos afirmar que amaleq se levanta como um dos filhos de Itszach – e consequentemente como alguém que tem autoridade para fazer algo contra nós – porém a promessa foi dada realmente a Ia´acov, aquele que escolheu obedecer ao Eterno e amou à Sua Palavra e por isso recebeu a bênção e a honra que lhe foi dada posteriormente. Amaleq nunca poderá prevalecer contra aqueles que se tornam cativos da Palavra do Eterno e a obedecem! Que sejamos todos assim. Aqueles que obedecem e cumprem a Palavra do Eterno! Amém!

Conclusão:

Não podemos afirmar de forma categórica e final que os iranianos são os descendentes diretos dos amalequitas; porém ainda nos restam vestígios de que os amalequitas habitaram naquela região e gocvernaram juntamente com os reis medos e persas. Também não há nenhuma prova de que estas pessoas que descendiam de amaleq saíram definitivamente daquele reino e se foram para um outro lugar.

Sempre resatará uma dúvida; porém amaleq e os atuais iranianos tem pontos muito fortes que os identificam e isso novamente os liga. Todo cuidado então é pouco, pois sabemos que a intenção deste povo para com Israel e para com os crentes no Messias não é nada “benigna”; portanto nossa postura deve ser de vigilância e oração para que nossos inimigos não nos ataquem novamente “pelas costas” e acabem nos atingindo levando-nos à morte.

Mário Moreno.