Mário Moreno/ Janeiro 12, 2018/ Artigos

O Tabernáculo

O fato individual mais impor­tante na experiência da nova nação de Israel era que D-us viera Tabernacular” (sakan) ou “habitar” no meio dela. Traz a idéia da habitação de D-us com o povo. Deriva o seu nome de mishkan lugar de habitação: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” Ex 25:8; “E santificarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei a Arão e seus filhos, para que me administrem o sacerdócio. E habitarei no meio dos filhos de Israel, e lhes serei o seu Elohim” Ex 29:44,45. De fato, um dos nomes do santuário de D-us em forma de tenda era mishkan, que claramente se relacionava com o verbo sakan, “habitar, ter sua tenda, tabernacular“. O nome “tabernáculo” vem da LXX, pois tabernáculo é tenda, toda tenda é mishkan, mas nem todo mishkan é uma tenda. Para “tenda” existe uma outra palavra chel. Usualmente, a língua hebraica prefere empregar a palavra yasabsentar-se, morar“, quando fala da residência permanente, e assim era que fazia quando falava de D-us habitando nos céus.

A teologia do tabernáculo tinha de ser formada na declaração de propósito em Êxodo 25.8: “E me farão um taberná­culo, para que eu possa habitar (sakan) no meio deles“. O aspecto central desse tabernáculo, tanto na teologia da expiação como na teologia da presença divina, era a arca da aliança de D-us.

A ideia de D-us habitar com o povo descreve a associação íntima entre D-us e o povo. Nunca pensaram em conter D-us dentro do tabernáculo. Descreve também D-us identifi­cando-se com eles, compartilhando do seu modo de habitação.

O material de construção veio de ofertas voluntárias, portanto, exprimiu o desejo do povo ter D-us com eles.

O uso do termo “tenda de revelação ou testemunho” que está descrito em Ex 29:42 e que diz: “Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o IHVH, onde vos encontrarei, para falar contigo ali revela o fato que D-us marca a hora de encontrar com o seu povo, não é algo que acontece por acaso.

Também o livro da Torah foi encon­trado neste lugar, um testemunho contra o pecado e a graça redentora de D-us: “E aconteceu que, acabando Moshe de escrever num livro, todas as palavras desta lei, deu ordem aos levitas, que levavam a arca da aliança do IHVH, dizendo: Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do IHVH vosso Elohim, para que ali esteja por testemunha contra ti” Dt 31:24-26.

O uso do termo mikdah. O lugar santo descreve a santidade e majestade de D-us.

É um lugar de adoração. É o lugar onde o povo adora o seu D-us. É o palácio do Rei dos reis onde o povo presta home­nagem a Ele. O lugar santo, com três mó­veis destacam este aspecto:

  • O altar de incenso – descreve as ora­ções, que perpetuamente sobem diante do Senhor.
  • A mesa de pães – fala da provisão di­vina e a consagração de todas as ativi­dades a D-us.
  • A menorah – descreve o poder que vem de cima, o Espírito o Santo. Como a luz ilumina o tabernáculo, o Espírito o Santo ilumina o nosso caminho.

É um lugar de comunhão. É a casa de D-us, porém, D-us recebe o seu povo como hóspedes nela. Se o tabernáculo simboliza a habitação celestial de D-us e o destino do povo de D-us, neste caso descreve o lugar de comunhão aqui.

Mário Moreno.