Mário Moreno/ Março 12, 2018/ Parasha da semana

Vayikra

(Ele chama)

Lv 1.1–5.19 / Is 43.21–44.23 / Hb 10:1-18

        Na Parashá desta semana estaremos iniciando o estudo no livro de Levítico e conhecendo os sacrifícios e cada uma de suas funções no culto ao Eterno. Nos diz a Escritura como e por que cada um daqueles sacrifícios deveria ser feito e qual seria a finalidade deles.

D-us falara anteriormente no monte Sinai, não permitindo que ninguém se aproximasse; agora fala na tenda da congregação, da nuvem no propiciatório no Santo dos Santos, permitindo que o adorador se aproxime dele por intermédio das ofertas.

O início do registro do livro diz assim: “E chamou o IHVH a Moshe, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo” (Lv 1:1). A palavra chamar aqui em hebraico é qara que significa chamar, convocar, recitar. Já o termo que define o Eterno é o tetragrama – IHVH – que significa “Eu me torno aquilo que me torno”. Aqui Moshe ouve um chamado, uma convocação da parte daquele que se tornaria para ele aquilo que necessitasse! Nós sabemos que todo o chamado envolve uma missão e toda a missão tem um objetivo e qualquer objetivo que nos é dado pelo Eterno visa sempre o nosso bem e a própria glória de D-us!

D’us chama Moshê para o Mishcan

A Parashá Vayicrá começa quando o livro de Shemot termina. Talvez você ainda se lembre que depois que Moshê levantou o Mishcan, as nuvens de D’us rodearam o Mishcan por todos os lados e também por cima. A Shechiná (Presença Divina) repousou dentro do Mishcan. Moshê ficou fora do Mishcan.

“Eu não devo entrar sem a permissão de D’us”, pensou. “O Mishcan é ainda mais sagrado do que o monte Sinai quando D’us apareceu para falar com o povo judeu. Eu não obtive permissão de subir a montanha até que D’us me chamou. Então, com certeza não tenho a permissão de entrar no Mishcan.”

De repente Moshê escutou uma voz poderosa chamando-o, “Moshê, Moshê!” Era a voz de D’us. Qualquer outra pessoa teria morrido pelo choque de ter escutado a poderosa voz de D’us. Apenas Moshê podia suportá-la.

“Estou pronto” respondeu Moshê.

“Entre no Mishcan!” Ordenou D’us. Moshê entrou. Quando estava na porta, escutou a voz de D’us vinda de cima do aron, onde a Shechiná sempre repousava.

“Moshê”, ordenou D’us, “Eu quero que fale com o povo judeu palavras que façam com que aprimorem seus caminhos. Diga-lhes que Minha Shechiná repousa no Mishcan devido ao meu amor pelo povo judeu.

“Ensine Benê Israel as leis de corbanot. Eles construíram o Mishcan, mas não sabem como me servir através dele. Só se eles oferecerem corbanot é que a Minha Shechiná continuará a repousar no Mishcan.”

Por que D’us conferiu tantas honras à Moshê?

D’us honrou Moshê mais do que qualquer outro judeu. Apenas Moshê foi convidado por D’us a entrar no Mishcan e ouvir Suas palavras, ninguém mais. A razão deste procedimento é que Moshê sempre se sentiu humilde e pouco importante. Ele não perseguia honras, ao contrário, fugia das honrarias e elogios.

Nossos sábios nos ensinaram: “Se uma pessoa foge da honra, a honra irá persegui-la. Porém, se a pessoa persegue a honra, a honra fugirá dela.” Em outras palavras, uma pessoa que é modesta e se sente humilde, eventualmente irá receber de D’us a honra que merece; mas aquela que está cheia de orgulho, no final não será honrada. Moshê foi muito honrado por D’us, já que ele nunca se considerou grandioso ou importante.

Será que Moshê não sabia que ele era de fato a pessoa mais importante de todo o povo judeu? Afinal, foi ele quem tirou Benê Israel do Egito, cruzou o mar Vermelho e buscou a Torah! Ele não sabia que era uma pessoa especial?

        Agora o Eterno dá início à apresentação das ofertas que devem ser feitas a fim de expiarem os pecados. “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha” (Lv 1:2). O Eterno inicia usando a palavra “fala”. Esta palavra em hebraico é dabar e significa “falar, declarar, ordenar, advertir”. Já a palavra “dizer” em hebraico é amar e esta palavra significa “ordenar”. Aqui o termo “amar” tem força de uma ordem dada a alguém! Não é algo que se possa escolher, mas sim uma ordem que deva ser cumprida! O termo “oferecerá” em hebraico é qarab e significa “aproximar, chocar-se”. Isso demonstra-nos que devemos nos aproximar juntamente com a oferta do lugar onde será realizado o sacrifício! Nós sabemos que o lugar onde isso acontece é o altar! Já o termo “oferta” é qorban e significa “oferta, porém denota aquilo que é trazido para perto”. As ofertas estão divididas em:

  • Holocausto
  • Oferta de Manjares
  • Oferta pacífica
  • Pelo pecado
  • Pela culpa

As três primeiras são voluntárias; as outras são obrigatórias. Esta oferta deveria ser trazida ao Senhor! A palavra Senhor em hebraico é o tetragrama, e isso significa que o Eterno se tornaria para os ofertantes aquilo que eles necessitassem, ou seja o perdão de seus pecados!

O sacrifício deveria ser assim: “Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à porta da tenda da congregação a oferecerá [qarab], de sua própria vontade, perante o IHVH” (Lv 1:3). O eterno agora nos fala sobre o holocausto, que em hebraico é olâ e significa “holocausto, oferta queimada”. Esta palavra vem da raiz ´alâ e significa “subir, escalar”. O holocausto é o único meio de fazer o ofertante “subir” até a presença de D-us. A fumaça da oferta queimada é o símbolo da vida do ofertante que está sobre o altar e é queimada, devorada pelo fogo! Olah significa também “oferta total”, “oferta inteira”; o ato de queimar é secundário em relação à entrega da criatura toda ao Senhor.

O pequeno alef no fim da palavra Vayicrá

Se você procurar na Torah a primeira palavra da parashá, Vayicrá, que quer dizer que Ele (D’us) chamou Moshê, você verá que a letra alef está escrita num tamanho menor do que as outras. Porque será?

Moshê era muito humilde. Quando D’us lhe disse para escrever “Vayicrá”, Moshê respondeu: “Eu devo escrever que o Senhor chamou apenas a mim para o Mishcan? Me parece muito arrogante. Me permita retirar a letra alef do fim da palavra Vayicrá, assim a palavra seria vayiker, que quer dizer que o Senhor me chamou por acaso.”

D’us ordenou a Moshê: “Não, você deve adicionar a letra alef à palavra. No entanto, permitirei que você a escreva menor do que as outras letras”.

Desta forma, o alef pequeno nos lembra quão humilde era Moshê.

Quem oferecia corbanot antes do Mishcan ser construído?

Sete pessoas ofereceram animais como corbanot antes mesmo do Mishcan existir.

  1. Adam – D’us criou Adam no sexto dia da criação. Naquele dia, Adam comeu da fruta proibida da árvore do conhecimento. Mesmo assim, D’us permitiu que permanecesse no Gan Eden até o final do Shabat. Naquele Shabat, D’us fez com que uma luz brilhasse no Gan Eden até mesmo de noite. Apenas no término do Shabat, quando Adam foi expulso, é que percebeu a escuridão da noite. Adam não sabia o que era a noite. “Talvez D’us trouxe a escuridão porque pequei”, pensou aterrorizado. A noite passou e na manhã seguinte o sol nasceu e banhou o mundo com sua luz brilhante. Como Adam ficou feliz: “Após a noite, D’us faz com que o sol venha e traga luz!” – exclamou Adam. Adam ficou aliviado e queria demonstrar o quanto estava arrependido de ter comido do fruto proibido. Então construiu um mizbêach (altar) e ofereceu um boi sobre ele. Este foi o primeiro corban oferecido.
  2. Hêvel – O filho de Adam, Hêvel, queria dar um presente para D’us. Ele então ofereceu o mais belo de seus carneiros sobre o mizbêach que havia sido construído pelo seu pai.
  3. Nôach – Ao sair da arca, Nôach ofereceu corbanot para agradecer D’us por ter permitido que ele e sua família sobrevivessem ao dilúvio e por ter a chance de construir um novo mundo. D’us apreciou os corbanot de Nôach e prometeu “Nunca trarei outro dilúvio sobre a terra”.
  4. Avraham – A Torah nos conta que Avraham construiu quatro altares e ofereceu corbanot sobre eles.
  5. Itshaq – construiu um altar.
  6. Ia´acov construiu dois altares.
  7. Sob a liderança de Moshê, corbanot eram oferecidos mesmo antes do Mishcan ter sido construído. Moshê armou um Mizbêach depois da batalha contra Amalec. D’us também lhe disse para ordenar aos primogênitos de Benê Israel que oferecessem Corbanot ao pé do Monte Sinai antes da Outorga da Torah.

Nossos antepassados conheciam as leis da Torah mesmo antes delas terem sido ordenadas. Por isso, ofereciam sobre seus altares somente animais que eram casher, permitidos, para corbanot.

Há uma identificação do ofertante com o holocausto, o que simbolizava uma substituição. O altar era reservado para as coisas santas. Aquilo que é oferecido sobre o altar deve ser santo.

O animal deveria ser do rebanho do ofertante, simbolizando que aquilo que era oferecido seria o melhor que ele possuía. Isso envolvia um vínculo emocional entre a oferta e o adorador!

A oferenda da vida ao D-us da vida faz a diferença entre um simples abate de animal e uma oferta sacrificial aceitável.

Como um corban ajudava um pecador a ser perdoado por D’us?

Um judeu que comete um pecado contra D’us, o Rei dos reis, merece morrer. O anjo acusador no céu o incrimina perante D’us. Mas D’us, em sua misericórdia, responde ao anjo acusador: “Aceitarei a morte de um animal no lugar do pecador.”

Quando a pessoa que pecou põe ambas as mãos sobre a cabeça do animal e diz: “Fiz este e mais este pecado e me arrependo por isso” – pensa – “mereço realmente morrer por ter pecado perante D’us. Porém, D’us misericordiosamente aceita a morte do animal no lugar da minha.” Quando o animal é abatido, pensa: “Mereço ser abatido.” Quando o animal é queimado, pensa: “Mereço ser queimado.”Quando D’us vê como o pecador está realmente arrependido, D’us o perdoa e aceita a morte do animal ao invés da sua.

O animal deveria ser macho e se mancha [perfeito]! Isso já nos reporta para o sacrifício de um macho (homem) com as mesmas características e que deveria ser feito desta mesma forma a fim de haver expiação dos pecados de toda a humanidade!

Quais eram os animais casher usados para corbanot?

Nenhum animal selvagem, mesmo que seja casher, pode ser sacrificado sobre o mizbêach. De todos os animais, D’us escolheu apenas três tipos: boi e vaca, ovelha e carneiro, cabra e bode. Apenas dois tipos de pássaros são permitidos: pombos e rolas. Uma das razões pelas quais D’us escolheu apenas os animais e aves domésticos acima citados é que eles são mansos. Sabemos como um carneiro é pacífico e como um pombo é manso. Embora sejam atacados, nunca revidam.

Nossos sábios ensinam: “É melhor ser insultado que insultar os outros; é melhor ser atacado que atacar os outros.” Não faz parte do sistema judaico atacar os outros. Para mostrar que D’us aprecia aqueles que são pacíficos, escolheu animais e pássaros mansos para o mizbêach.

Este sacrifício deve ser oferecido à porta da tenda da congregação! A palavra “tenda” em hebraico é ohel e significa “habitação, lar, tabernáculo, tenda”. Esta palavra é usada para descrever a tenda nupcial (II Sm 16.2). Isto significa que a tenda era o lugar do encontro de duas pessoas que haveriam de cimentar, consolidar seu relacionamento através do perdão!

Já o termo “congregação” em hebraico é mô´ed e significa “local determinado, local de assembleia”!

Há ainda uma outra palavra que deve ser considerada: vontade. Esta palavra em hebraico é ratson, e significa “prazer, satisfação, favor”; uma disposição que dá satisfação àquele que faz!

Os atos descritos acima devem ser realizados “na presença do Senhor”. A palavra “presença” em hebraico é panîm e significa “rosto, semblante”. Esta palavra sempre ocorre no plural, talvez numa indicação de que o rosto é composto de uma combinação de diversos aspectos! Novamente a palavra Senhor é o tetragrama!

A continuidade do oferecimento do holocausto nos demonstra que há algo mais a ser feito neste ato: “E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (Lv 1:4). Aqui nos é dito que o ofertante coloca a sua mão sobre a cabeça do holocausto. A palavra “cabeça” em hebraico é rosh e significa “cabeça, pico, cume, parte superior”. O ato de colocar-se a mão sobre a cabeça do olâ (holocausto) demonstra que há uma identificação entre o pecador e a oferta! É como se o pecador estivesse “transferindo” para a oferta tudo aquilo que está sobre a sua cabeça! O peso, as preocupação, a culpa, a opressão como que passam de um para o outro! Este ato é necessário para que o animal seja aceito a favor dele! A palavra “favor” em hebraico é novamente ratson, e significa “prazer, satisfação, favor”; uma disposição que dá satisfação àquele que faz! Este ato de “transferência” devolveria ao ofertante o prazer e a satisfação de viver sem o peso do pecado! Então seria feito aquilo que chamamos de expiação! Esta palavra em hebraico é kapar e significa fazer expiação, fazer reconciliação, purificar. Esta palavra vem de uma raiz que significa “cobrir, ocultar”. Ou seja, quando o holocausto é feito ao Senhor, o pecado é coberto e quando o Senhor procura pelo pecado Ele somente enxerga o sangue, não encontrando nada mais que uma pessoa coberta pelo sangue!

Os diferentes tipos de corbanot

Há cinco tipos de corbanot:

  1. Olah: a oferenda que é completamente queimada.
  2. Minchá: oferenda de farinha.
  3. Shelamim: oferenda de paz.
  4. Chatat: oferenda pelo pecado.
  5. Asham: oferenda pela transgressão.

Os primeiros três tipos de corbanot podem ser trazidos por um judeu por sua própria vontade como um presente a D’us. Os dois últimos tipos de corbanot devem ser oferecidos por um judeu após cometer uma averá (pecado). D’us fica especialmente satisfeito com os corbanot que são oferecidos livremente, não por causa de um pecado. Eis porquê Ele o menciona em primeiro lugar na Torah.

Há ainda algumas considerações a serem feitas. Uma palavra – qarab – merece nosso destaque nos seguintes versículos, pois ela demonstra-nos a importância do aproximar-se, quase a ponto de chocar-se (indo de encontro a algo) no ato de oferecer o sacrifício. No texto abaixo as palavras grifadas em negrito correspondem ao termo qarab.

Depois degolará o bezerro perante o IHVH; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao IHVH. E se a sua oferta for de gado miúdo, de ovelhas ou de cabras, para holocausto, oferecerá macho sem defeito. E o degolará ao lado do altar que dá para o norte, perante o IHVH; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o seu sangue em redor sobre o altar. Depois o partirá nos seus pedaços, como também a sua cabeça e o seu redenho; e o sacerdote os porá em ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar; porém a fressura e as pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo oferecerá, e o queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao IHVH. E se a sua oferta ao IHVH for holocausto de aves, oferecerá a sua oferta de rolas ou de pombinhos; e o sacerdote a oferecerá sobre o altar, e tirar-lhe-á a cabeça, e a queimará sobre o altar; e o seu sangue será espremido na parede do altar; e o seu papo com as suas penas tirará e o lançará junto ao altar, para o lado do oriente, no lugar da cinza; e fendê-la-á junto às suas asas, porém não a partirá; e o sacerdote a queimará em cima do altar sobre a lenha que está no fogo; holocausto é, oferta queimada de cheiro suave ao IHVH” (Lv 1:5-17).

Agora passamos à oferta conhecida como “oferta de manjares”. “E quando alguma pessoa oferecer oferta de alimentos ao IHVH, a sua oferta será de flor de farinha, e nela deitará azeite, e porá o incenso sobre ela” (Lv 2:1). Aqui temos algo interessante, pois a palavra “pessoa” em hebraico é nepesh e significa “vida, alma, criatura, pessoa, mente”. Isso nos demonstra que as atitudes aqui relatadas tidas como “sacrificiais” são determinadas por nossa vontade, pela nossa mente! Ou seja, quando temos a consciência do pecado, o impulso para pedirmos perdão ocorre através de uma operação de nossa mente que nos leva ao ato correto que nos trará o perdão! Novamente encontramos aqui o termo qarab que é traduzido por “oferecer” porém significa aproximar, chocar-se. Este termo aponta para uma oferta. Esta oferta é chamada de minhã – oferta de manjares. O termo vem da raiz mnh, que significa “dar”. Remonta a outra raiz nhh, que significa “liderar”, “dirigir”. A palavra indica um presente dado aos superiores, especialmente aos reis, indicando uma atitude de respeito e submissão àquela pessoa.

Novamente percebemos que a oferta é feita ao IHVH. E outra vez aqui temos o tetragrama para definir o Eterno!

A oferta poderia ser feita na forma de flor de farinha ou do cereal cru, o qual era tostado e esmagado, até virar farinha, e então ser transformado em pão ou bolos que eram assados no forno ou fritos no azeite.

A oferta era feita contendo sobre si azeite. A palavra “azeite” em hebraico é shemem e significa “óleo”, especialmente o azeite de oliva. Incenso fazia parte da minhã. A palavra “incenso” em hebraico é lebônâ; incenso. A palavra vem da mesma raiz de: laben – ser (estar) branco e também de lebanâ – tijolo. Isso significa que quando nos achegamos com uma oferta de manjares ao Eterno devemos também ter orado antes – e também durante o período da oferta -, além de estarmos “brancos” [puros], pois ali estamos colocando mais um “tijolo” e construindo nossa vida espiritual!

        Não nos esqueçamos que o incenso era um perfume raro e caro! O incenso é um símbolo da oração do crente que deve ser levada à D-us juntamente com nossas ofertas! Oferta sem oração é religião!

Vejamos um outro aspecto desta oferta: “E, quando ofereceres oferta de alimentos, cozida no forno, será de bolos ázimos de flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite” (Lv 2:4). Novamente a palavra “ofereceres” em hebraico é qarab, e significa “aproximar, chocar-se”. Já o termo “oferta de alimentos” é minhã – oferta de manjares. Esta modalidade é composta de “bolos ázimos”. A palavra “bolo” em hebraico é hallâ e significa “bolo assado feito de farinha fina e azeite”. Este bolo fazia parte da oferta de primícias (Nm 15.20) e era colocado no altar (Lv 8.26) como uma parte das ofertas queimadas. Era comido pelos participantes como parte da oferta (de comunhão) pacífica (Ex 29.2).

No verso 11 o Eterno nos informa algo de grande importância: “Nenhuma oferta de alimentos, que oferecerdes ao IHVH, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, nem de mel algum, oferecereis oferta queimada ao IHVH” (Lv 2:11). Novamente, aqui a palavra “oferta” é minhâ, significando “oferta de manjares”. A palavra “oferecerdes” em hebraico é qarab e significa “aproximar”. Novamente encontramos aqui o tetragrama e isso nos faz concluir que quando levarmos uma minhâ Aquele que se torna aquilo que precisamos não devemos colocar nela fermento, pois o fermento é um símbolo do pecado e isso é totalmente incompatível com a natureza do Senhor! Como aproximaríamos algo D´Êle como uma oferta que contenha algo que a identifique com o pecado?

O mel não poderia ser oferecido com esta oferta porque seu objetivo era ser dizimado e trazido como primícias (II Cr 31.5).

No versículo 13 nos é dito o restante sobre esta categoria de oferta: “E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Elohim; em todas as tuas ofertas oferecerás sal” (Lv 2:13). A palavra “sal” em hebraico é melah; ela vem da raiz malah que significa “salgar”. O sal significava um pacto incorrupto, que não se poderia violar. O sal era o símbolo da fidelidade e da constância. A palavra usada aqui para aliança é berith – aliança – uma aliança (pacto) acompanhada de sinais, de sacrifícios e um juramento solene que selava o pacto com promessas e bênçãos para quem guardasse a aliança e de maldição para quem a quebrasse. Esta aliança seria feita com Elohim – o D-us Criador!

Não estava envolvida a idéia de expiação, mas sim de propiciação (remoção da ira de D-us por causa do pecado cometido).

Devemos colocar sal em cada corban

Se você salpicar bastante sal sobre a carne ou vegetais, serão preservados por um longo tempo. Sal nunca se estraga. D’us nos ordenou colocar sal sobre nossos corbanot para mostrar que os corbanot são um pacto permanente entre D’us e Benê Israel. Mesmo agora, quando não temos mais um Templo Sagrado e não podemos oferecer corbanot, D’us perdoa nossos pecados através de nosso estudo sobre as leis dos corbanot. E quando o terceiro Bet Hamicdash for construído, novamente ofereceremos sacrifícios.

O que fazemos hoje em dia para nos lembrar da mitsvá de salgar os corbanot? Colocamos o sal sobre a mesa quando fazemos uma refeição, porque nossa mesa é semelhante a um mizbêach. O Midrash acrescenta outra razão para salgar os corbanot. No segundo dia da criação, D’us dividiu as águas. À uma parte delas, ordenou: “Fiquem nos céus!” e à outra parte ordenou: “Fiquem na terra!” As águas na terra reclamaram: “Preferimos ficar nos céus, perto de Ti, D’us !” Então D’us consolou as águas na terra: “Usarei as águas da terra para Meu serviço no Bet Hamicdash. Sal retirado do mar deve ser salpicado sobre todos os corbanot.”

Agora a explicação do porque oferecer oferta de manjares das primícias. “E, se fizeres ao IHVH oferta de alimentos das primícias, oferecerás como oferta de alimentos das tuas primícias de espigas verdes, tostadas ao fogo; isto é, do grão trilhado de espigas verdes cheias” (Lv 2:14). Novamente a palavra usada aqui para “oferta” é minhâ e a palavra “primícias” em hebraico é bikkur e significa “primeiros frutos”. Refere-se às primícias do cereal e dos frutos cuja porção deveria ser dada ao Senhor em oferta de gratidão e utilizada para o sustento dos sacerdotes. Perceba a forma de construção deste verso: “oferecerás como oferta de alimentos das tuas primícias”. No português é um imperativo e isso ocorre também no hebraico; é uma ordem. Só que a palavra “oferecerás” é qarab e significa “aproximar”. Isso nos demonstra que quando vamos ofertar ao Senhor nossas primícias devemos nos aproximar D´Êle da forma correta, ou seja com os frutos das nossas colheitas em mãos!

Podemos ainda dizer – utilizando-nos somente do nosso idioma:

Oferecerás:

  • denota primeiro a intenção do ofertante em dar ao Senhor
  • é um imperativo (ordem) – oferecerás
  • é uma oportunidade de provar nosso amor à D-us

Novamente há aqui uma mudança, pois o Eterno D-us é chamado de IHVH – Aquele que se torna aquilo que precisamos!

Agora temos as instruções quanto ao sacrifício pacífico. “E se a sua oferta for sacrifício pacífico; se a oferecer de gado, macho ou fêmea, a oferecerá sem defeito diante do IHVH” (Lv 3:1). A palavra usada aqui para “oferta” é qorban e significa “oferta, porém denota aquilo que é trazido para perto”. Esta oferta é um sacrifício pacífico. A palavra “sacrifício” em hebraico é zebah, e significa “uma morte, i.e. a carne de um animal; um sacrifício, oferta”. Também desta raiz provém a palavra zebeh, que significa dote, presente. Na realidade, esta oferta que dedicamos ao Eterno é algo como que um presente que lhe damos! Esta é chamada de oferta pacífica, pois esta palavra vem de shelem, e significa “paz, saúde, inteiro”. Falava da inteira dedicação da parte do ofertante e da paz de D-us a quem as oferece. As gorduras somente eram queimadas, e as carnes eram consumidas pelos sacerdotes e pelo povo, numa ceia de aliança solene, à qual os pobres eram convidados e que prenunciava a paz que seria trazida aos homens pela obra de Ieshua e comemora a Ceia do Senhor. O significado da raiz shlm é terminar ou completar algo – de entrar num estado de integridade e unidade, de participação de um relacionamento restaurado.

As relações entre as diversas palavras desta raiz são:

Shalêm – estar completo, sadio.

Shelem – oferta pacífica

Shalam – estabelecer uma aliança de paz

Shalem – perfeito, inteiro, completo (significava também as pedras inteiras (i. é. não cortadas) do altar e também as pedras lavradas do Templo.

Shillem – recompensa

Ou seja, esta oferta pacífica que era oferecida diante do Senhor. A palavra “diante” é panîm e significa “rosto, semblante”. Já a palavra que define o Eterno em hebraico é o tetragrama!

No verso 2 é explicado mais sobre isso: “E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta, e a degolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar em redor” (Lv 3:2). Esta oferta deverá ser “degolada” diante da porta da congregação. A palavra traduzida por “degolar” é shahat e significa “matar, abater”. Percebamos que o ritual de “por a mão sobre a cabeça” – num ato de transferência – é realizado antes da morte do animal! A imposição das mãos era acompanhada pela confissão dos pecados cometidos pelo ofertante. O propósito final desta oferta era – além do perdão de pecados – restabelecer a paz entre o Criador e o pecador.

Uma outra oferta agora é apresentada: o sacrifício pelo erro dos sacerdotes. “Falou mais o IHVH a Moshe, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando uma alma pecar, por ignorância, contra alguns dos mandamentos do IHVH, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra algum deles; se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá ao IHVH, pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito, por expiação do pecado” (Lv 4:1-3). O texto declara que Moshe deveria dizer aos filhos de Israel. A palavra “dizer” em hebraico é ‘amar e significa “ordenar, mandar, declarar, proferir palavra de ordem”. É-lhes ordenado que quando “uma alma pecar por ignorância”, seja oferecido por seu pecado um novilho sem defeito. Mas sabemos que esta “alma” é o sacerdote. A palavra “alma” em hebraico é nepesh e significa “vida, alma, criatura, pessoa, mente”. Novamente percebemos que há uma relação entre aquilo que se faz e a vontade do homem, que é regida por sua mente. A palavra “pecar” em hebraico é hata´e significa “errar, sair do caminho, pecar, tornar-se culpado”. Já o termo “ignorância” em hebraico é shegagah, “um engano ou transgressão; erro inadvertido, ignorância, sem querer”. Só que neste contexto esta palavra refere-se aos pecados insolentes e arrogantes para os quais nenhuma expiação pode ser feita. O próprio fato de se exigir expiação pelos pecados de ignorância demonstra que a ignorância não é uma desculpa adequada para a violação das leis de D-us. D-us requeria que seu povo conhecesse suas leis e mandamentos! Isso já era requerido do povo, quanto mais do sacerdote!

Agora vemos que o sacerdote é chamado de “sacerdote ungido”. Esta designação em hebraico é kohen mashiah. A palavra kohen em hebraico significa “oficial-mor, sacerdote”. Esta palavra vem de kahan que significa “ministrar na função sacerdotal, agir como sacerdote”. Já a palavra “ungido” é mashiah e significa “ungido, aquele que é ungido”. De sua raiz ainda provêm os termos mishâ que significa “óleo da unção” e também mashah que significa “ungir, espalhar um líquido”. Ou seja, o sacerdote ungido é aquele que foi separado e sobre ele foi espalhado um líquido (azeite), o que veio a confirmar a sua função e sua unção.

Apesar disso, ele pode também pecar. A palavra “pecar” usada aqui é novamente hata´ e significa “errar, sair do caminho, pecar, tornar-se culpado”. Este pecado é chamado de “escândalo” e aqui esta palavra traduz o termo ashmâ que significa “pecado, motivo da transgressão, culpa”. O sentido da raiz é “ação que traz culpa”. Isso parece ser algo feito deliberadamente e conseqüentemente algo de difícil expiação! A palavra “povo” aqui é ´am e designa o povo de Israel como uma nação. O pecado deste homem seria tão abrangente que traria danos à toda a nação de Israel, sobre a qual ele fora constituído sacerdote!

O novilho sem mancha deveria ser oferecido à IHVH como hatta’t, “oferta pelo pecado”. O ato aqui significaria que o novilho seria para o Senhor como a vítima e o Eterno se tornaria para este pecador como o seu perdão.

Quando o pecado é mais abrangente e como que “cobre” todo o povo, então o procedimento de vê ser o seguinte: “Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ignorância, e o erro for oculto aos olhos do povo, e se fizerem contra alguns dos mandamentos do IHVH, aquilo que não se deve fazer, e forem culpados, e quando o pecado que cometeram for conhecido, então a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação, e os anciãos da congregação porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho perante o IHVH; e degolar-se-á o novilho perante o IHVH” (Lv 4:13-15). A primeira coisa a ser notada aqui é a palavra “congregação”. Esta palavra vem do hebraico ´edâ e significa “congregação, assembléia, multidão, povo, enxame”. É traduzida na LXX por “sinagoga”. Uma outra coisa interessante é o termo “Israel”, mostrando-nos pelo contexto que este povo é uma grande parte representativa de todas as tribos da nação! É dito sobre eles que “se pecarem por ignorância…”. A palavra “pecar” aqui em hebraico é shagâ e significa “extraviar-se, desencaminhar-se, pecar”. Este pecado ocorre justamente por um motivo: pela falta de orientação dos sacerdotes!

É dito que quando o pecado for conhecido, a congregação deverá oferecer um novilho perante o Senhor! A palavra usada aqui para congregação é qahal e significa congregação,assembléia, grupo. Este termo aqui é específico para um grupo dentro de Israel. Neste caso, aqueles que não cometeram o pecado supra citado deverão intervir e colocar-se como intercessores pelos pecados dos outros! Já quando é dito que “os anciãos da congregação porão as mãos sobre o novilho”, a palavra “congregação” ali é novamente ´edâ, demonstrando-nos que aqueles que pecaram é que devem “transferir” a sua culpa – neste caso do grupo inteiro – sobre o sacrifício. Novamente o termo que define o Eterno é o tetragrama!

        O resultado disso está expresso no verso 20: “E fará a este novilho, como fez ao novilho da expiação; assim lhe fará, e o sacerdote por eles fará propiciação, e lhes será perdoado o pecado” (Lv 4:20). A palavra “expiação” em hebraico é kapar e significa “fazer expiação, fazer reconciliação, purificar”. O pecado deles seria coberto, purificado e haveria ainda o perdão do pecado. A palavra “perdão” em hebraico é sallah e significa “pronto a perdoar, disposto a perdoar, perdoador”. Esta palavra nos dá a dimensão daquilo que acontece: quando o sacrifício é feito já há uma disposição no coração do Eterno para liberar o perdão aos seus filhos! Ele não nos espera decidirmos se queremos ou não nos arrepender, pois quando nos achegamos à Ele já existe em seu coração uma disposição em nos reabilitar diante dele mesmo!

Agora temos a modalidade de sacrifício pelo pecado de um príncipe. “Quando um príncipe pecar, e por ignorância proceder contra algum dos mandamentos do IHVH seu Elohim, naquilo que não se deve fazer, e assim for culpado; ou se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta um bode tirado das cabras, macho sem defeito; e porá a sua mão sobre a cabeça do bode, e o degolará no lugar onde se degola o holocausto, perante a face do IHVH; expiação do pecado é” (Lv 4:22-24). Quando a escritura nos fala sobre “ignorância” a palavra em hebraico aqui é shagâ e significa “extraviar-se, desencaminhar-se, pecar”. Esta pessoa que é um dos líderes tribais deveria também trazer à presença do Eterno o seu sacrifício. Este seria uma oferta – qorban e significa “oferta, porém denota aquilo que é trazido para perto” – e esta oferta deveria ser especificamente de um bode. A palavra bode vem do termo ez que significa bode, cabra, cabrito. Sabemos tratar-se de um bode por que na continuidade do verso é-nos dito que ele deve ser macho, que em hebraico é zakar. Após o bode ser levado à presença do Senhor o ofertante deve por a mão sobre sua cabeça. A palavra “por” em hebraico é samak e significa “apoiar-se em, colocar por, escorar, apoiar”. O que deveria ser “apoiado” na cabeça do bode? Seria a yad – mão do ofertante. Aqui a palavra bode não é genérica, mas sim específica. A palavra é sa´îr, e significa “bode”! Novamente a palavra que define o Eterno é o tetragrama.

Agora trataremos do pecado de blasfêmia de alguém. “E quando alguma pessoa pecar, ouvindo uma voz de blasfêmia, de que for testemunha, seja porque viu, ou porque soube, se o não denunciar, então levará a sua iniqüidade” Lv 5:1). A palavra “blasfêmia” em hebraico é ´alâ e significa “jurar, fazer um juramento solene”. A palavra “testemunha” em hebraico é ´ed com o mesmo significado. Já o termo “iniquidade” é ´avon e significa “perversidade, iniquidade”. Isso significa que quando estivermos diante de um tribunal ou testemunhando sob juramento devemos falar tudo aquilo que sabemos ser a verdade! Caso contrário a escritura nos informa que aquela pessoa que deu testemunho levará a perversidade, a culpa, a iniqüidade do fato por não proceder de forma correta!

Estas ofertas nos ensinam que deve haver uma postura totalmente diferente daquela que observamos diariamente, pois percebemos que para cada pecado há uma oferta de expiação. Não devemos nos enganar, pois mesmo aqueles pecados considerados “pequenos” precisam ser expiados! Não se vê ninguém ser sequer disciplinado por dizer mentiras, por dar falso testemunho, por roubar, etc… mas somente por aqueles pecados que consideramos “pecadões” e que geralmente estão ligados à área sexual!

As ofertas feitas em conjunto deveriam obedecer à seguinte ordem:

Oferta Significado Utilidade
Holocausto

 

 

Oferta de animais [macho sem mancha] – voluntária Representava a entrega absoluta da vontade do homem à vontade de D-us.
Oferta de Manjares

 

Flor de farinha ou cereais – voluntária Declaração da leal submissão do ofertante.
Oferta pacífica

 

Oferta de animais [macho ou fêmea] – voluntária Simbolizava a alegria festiva que invade a alma daqueles que estão em comunhão com D-us.
Pelo pecado

 

Oferta de animais [novilho] Ensinava a necessidade de propiciação e expiação, as quais eram feitas por este tipo de sacrifício
Pela culpa Oferta de animais [novilho, bode, cabra, cordeirinha (fêmea) ou duas rolas]  

Milagres em conexão com os corbanot

Nossos sábios nos dizem que havia dez milagres surpreendentes que costumavam acontecer no Bet Hamicdash. Aqui estão dois deles:

A carne dos corbanot nem sempre era queimada ou comida prontamente. Às vezes havia tantos sacrifícios olahs prontos para serem queimados sobre o mizbêach que partes dos corbanot esperavam sua vez sobre o mizbêach até que fossem queimados. O mizbêach ficava em um pátio aberto sem telhado. Geralmente carne crua que é deixada ao ar livre, especialmente em dias quentes, começa a apodrecer. Mas isto nunca aconteceu com os corbanot. Os pedaços de carne sobre o mizbêach sempre permaneciam frescos. A mesma coisa acontecia com os corbanot como shelamim, que o dono tinha permissão de comer dois dias após abatê-los. Uma família que pretendesse comer a carne shelamim apenas no segundo dia após abater o corban não precisava se preocupar que a carne fosse se estragar. Ela sempre ficava fresca até que a comessem.

Um outro milagre era a ausência de moscas na parte da Azará onde os corbanot eram enxaguados após o abate. Normalmente, sangue e carne atraem moscas aos milhares. Mas a kedushá, santidade, de um corban era tão especial que nem sequer uma única mosca jamais tocou a carne após o abate.

Que o Eterno nos ajude a entendermos que cada ato praticado por nós precisa da propiciação do sangue de Ieshua sobre nossas vidas!

Que nunca deixemos de clamar por este sangue!

Mário Moreno.