Maçã e mel

Maçã e mel

Maçã e mel “Que seja Tua vontade, Hashem nosso D’us, que nos inaugures para um ano bom e doce” Esta oração é recitada tradicionalmente na véspera de Rosh Hashaná enquanto comemos uma maçã mergulhada em mel, um símbolo da doçura do ano pelo qual oramos. Na oração pedimos um ano “bom e doce”. Pedir simplesmente um ano bom não é suficiente, porque sabemos que muitas coisas que atualmente nos perturbam são na verdade bênçãos disfarçadas, portanto “bom” pode também ser sofrido. Portanto, especificamos “bom e doce”, um tipo de bem que pode ser facilmente apreciado. O “bom” pode ser entendido intelectualmente, mas “doce” é uma sensação que até as crianças podem entender. Pedimos a D’us pela bondade sem complicações e não muito sofisticada, o tipo de coisa doce que pode ser apreciada por todos, em vez daquilo que é compreendido apenas por pessoas de profunda fé. “Dê-nos o bem simples, doce como o mel”. O Eterno se relaciona conosco da mesma forma que nos relacionamos com Ele. Se aceitamos Sua palavra com fé simples e sem questionamentos, então Ele responderá com o bem simples e sem complicações. Se complicamos a fé, aceitando apenas aquilo que podemos compreender intelectualmente, então D’us nos dá o tipo de “bem” que exige grande esforço intelectual para aceitar. Na verdade, vemos que enquanto os judeus celebram feriados com comidas, a maneira pela qual

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A mensagem da Mezuza

A mensagem da Mezuza

A mensagem da Mezuza Você sabe qual é a mensagem da Mezuza? “E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Dt 6:9). A Mezuzá é um sinal bem reconhecido, visível de um lar judeu. Ela é um recipiente retangular pequeno afixado ao lado direito da porta, no canto superior do umbral (altura do ombro), e contém uma mensagem poderosa. Assim como nossos corpos são o escudo exterior que abriga a verdadeira essência do que nós somos, por vezes ricamente decorados, pequenos contentores protegem o conteúdo interno, que são expressos através de um antigo costume judeu chamado “mezuza”. Dentro de cada Mezuzá há uma peça retangular de pergaminho chamado um ‘klaf’, que é feito de uma pele especialmente preparada de um animal biblicamente limpo (kosher). O klaf é escrito com letras hebraicas das Escrituras, são chaves encontradas na Santa palavra de D-us: Dt 6:4-9 e Dt 11:13-21. “Ouve, Israel, o IHVH nosso Elohim é o único IHVH. Amarás pois o IHVH teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Dt 6:4–7). O pequeno pergaminho é então enrolado com a escritura voltada para

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A Lei da Franja

A Lei da Franja

A Lei da Franja A Lei da Franja era uma convicção religiosa entre os judeus na época de Ieshua. Estava muito associada com o conceito do tzitzit. Este conceito começa com o mandamento em Números 15: 37 quando D-us disse para Moshe que ensinasse aos filhos de Israel que fizessem as franjas nas bordas dos artigos de vestuário deles. O propósito destas franjas que foram conectadas ao tallith ou manto de oração, era os fazer lembrar-se dos mandamentos do Senhor e cumpri-los diligentemente. Também era uma lembrança para que eles não buscassem os propósitos dos próprios corações e também aquilo que vissem, mas que fossem dirigidos pela palavra de D-us. As franjas e o manto de oração têm grande significado simbólico e numérico. A palavra tzitzit tem o valor numérico de 600. Há cinco laços e oito fios que somam 13. Então, o valor numérico do tzitzit, os laços, e os fios são de 613. Este é o número de leis positivas e negativas da Torah. O segredo que envolve os nós e os laços numericamente nos dizem “O Eterno é Um” ou o Shema. E a confecção atual das franjas ou o tzitzit que são o centro deste estudo é importante à segunda parte do mandamento que diz “não buscam após o seu próprio coração e seus próprios olhos“. A maior parte da educação que nós podemos

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A Guarda do sábado

A Guarda do sábado

A Guarda do sábado A Guarda do mandamento do sábado através dos séculos. Este artigo foi retirado da WEB por causa de sua historicidade; portanto estou mantendo-o intocado a fim de preservar as informações históricas transmitidas nele. Não vou comentar alguns pontos teológicos sobre os quais não concordo justamente para preservar o artigo em si. No mais é um artigo esclarecedor e que nos mostra como ocorreu a questão da mudança do shabat para o domingo. Vale a pena ler e aprender com estes irmãos. Daqui por diante segue o artigo: (Artigo postado por um irmão sincero da Congregação Cristã no Brasil uma das denominações evangélicas que mais se opõem a guarda do sábado Bíblico, Glórias ao Pai!) Muito evangélico ignorante, inclusive muitos da minha própria igreja, a Congregação Cristã no Brasil, (CCB) pensam que a guarda do mandamento do sábado foi “só para os judeus”. E mais, quando se fala na guarda do mandamento do sábado, existe outro grupo de evangélicos ignorantes que imediatamente relacionam a guarda do sábado com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, esquecendo-se que, a nível mundial, existem centenas de denominações que guardam este mandamento, isso sem falar nas milhares de pessoas que são guardadoras do sábado mas que, ou estão em denominações que não guardam este mandamento, ou então estão nas suas casas, desligados de toda e qualquer denominação. Eu sou uma dessas pessoas, há mais de

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A disputa por Jerusalém

A disputa por Jerusalém

A disputa por Jerusalém Jerusalém sempre foi uma cidade muito disputada na antiguidade. Esta cidade sempre esteve envolvida nos destinos históricos e proféticos da humanidade. A partir dali o Eterno inicia um processo de redenção para a humanidade e no futuro, esta será a cidade onde reinará Ieshua. Sobre Jerusalém está escrito assim no Talmude Babilônico: “Dez medidas de beleza foram concedidas ao mundo; nove foram tomadas por Jerusalém, e uma pelo resto do mundo”. Jerusalém no passado Jerusalém, a capital de Israel, situa-se entre as colinas da Judéia, a meio caminho entre o Mar Mediterrâneo e o Jordão. A cidade de Jerusalém foi conquista pelo rei David aproximadamente no ano 1004 a C. Naquela ocasião ela era habitada pelos jebuseus e era reconhecidamente uma cidade inexpugnável! O Eterno deu à David a forma de conquistar esta cidade e fazer dela a capital da nação de Israel, “Trinta anos tinha David quando começou a reinar, e reinou quarenta anos. Em Hebrom reinou sete anos e seis meses sobre Judá, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá” II Sm 5:4,5. No decorrer de sua história ela foi várias vezes ameaçada em sua soberania nacional. Após a divisão do reino, ela continuou a ser o centro religioso nacional e era ali que se realizavam as celebrações bíblicas ao Senhor. Jerusalém passou por dois

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A destruição do Segundo Templo

A destruição do Segundo Templo

A destruição do Segundo Templo De acordo com o livro do Rabino Joseph Telushkin “Jewish Literacy“, no capítulo 67, Roma não invadiu Israel à força. Eles foram convidados a vir à Israel para dar assistência ao rei Hircano II em 63 a C. para ajudá-lo a manter o trono contra seu irmão Aristóbulo, que convocou alguns de seus seguidores para uma insurreição. Isto gerou uma guerra civil que trouxe grande preocupação a Hircano. Roma tinha acabado de anexar a Síria, então Hircano pode ajuda a Roma. Eles ficaram felizes em responder ao pedido, e isto torna Hircano pouco mais do que um fantoche. O resultado dessa ação fizera Roma ser capaz de colocar no poder quem quer que eles quisessem, tanto para reinar quanto para o sumo sacerdócio. Herodes, o Grande sucedeu Hircano em 37 a C. Ele foi colocado no poder por César e foi duas vezes expulso de Israel por não ajudar o povo. Herodes e César substituíram o sacerdote por alguém de sua escolha e que expressa a inimizade com Ieshua, que foi manifesta quando Ele disse: “Minha casa será chamada de casa de oração, mas vós a transformastes num covil de ladrões“, e também porque o sumo sacerdote estava tão ansioso para vê-lo ser executado. No ano de 66 os judeus revoltaram-se contra Roma e venceram uma batalha decisiva contra o grande exército romano.

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Parasha Re´eh

Parasha Re´eh

Re´eh Observe Dt 11.26–16.17 / Is 54:11–55:5 / Jo 7:37-52 Na Parasha desta semana estaremos “repassando” mais alguns dos mandamentos dados pelo IHVH para seu povo. Está dito assim: “Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição; a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do IHVH vosso Elohim, que hoje vos mando; porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do IHVH vosso Elohim, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes” (Dt 11:26-28). O Eterno propõe ao povo dois caminhos distintos: a benção e a maldição. A palavra “benção” vem do termo hebraico baraq que significa “dar poder a alguém para que seja próspero, bem-sucedido e fecundo”. Já a palavra “maldição” vem do termo hebraico qelalâ que significa “a ausência de um estado abençoado e um rebaixamento a um estado inferior”. Dá ainda a ideia de ser afastado da escolha divina; sem importância, insignificante. Mas, o que conduz à um ou outro estado? Moshe nos informa que o cumprimento dos mandamentos do Eterno (IHVH Elohim) conduz ao estado de bênção; já o não cumprimento – desobediência – conduz ao estado de maldição. Os montes Gerizim e Ebal serviriam como referenciais para o pronunciamento das bênçãos e maldições para que o próprio povo escolhesse o caminho por onde deveriam seguir! “E será que, quando o IHVH

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Shabat e a Ceia do Senhor

Shabat e a Ceia do Senhor

Shabat e a Ceia do Senhor Na última ceia de Ieshua com os seus discípulos, houve um momento em que o Mestre se revela a eles, falando-lhes sobre o fato de Êle ter de padecer na estaca de execução e por isso declara-lhes o Seu desejo para aquele momento: Êle lhes diz: “Desejei muito comer esta páscoa convosco, antes que padeça” (Lc 22.15). Ieshua na realidade estava dizendo aos discípulos que Êle ansiava por um momento de comunhão com os seus antes da sua morte, desejava partilhar de seu afeto, de seu amor, de sua companhia, pois logo após este momento Êle seria entregue na mão dos seus executores. Este é o lado bem “humano” de Ieshua… “Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa. E mandou a Kefa e a Iochanan, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos. E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e

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Por que Rosh Hashaná?

Por que Rosh Hashaná?

Por que Rosh Hashaná? Rosh Hashaná – literalmente – significa “Cabeça do Ano”. Mas por que esta Festa tem esta designação? É justamente nesta época que é tocado o shofar mais de cem vezes anunciando que um novo ano está chegando… Mas vejamos qual é a relação desta festa da Torah com a Brit Hadasha. “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao IHVH” (Lv 23:24-25). Esta é a época em que nós somos “convidados” pelo Eterno a ouvir sua voz – do shofar – a fim de que possamos ser lembrados – como um MEMORIAL – de tudo aquilo que Ele mesmo fez em nossas vidas no decorrer do ano e podermos declarar aquilo que Ele ainda fará neste ano vindouro! Quando Nos lembramos de Ieshua, vemos que existem inúmeras relações entre Rosh Hashaná e o Messias. Vejamos então: O toque do Shofar – Este é um evento em que o shofar é tocado mais de cem vezes simbolizando que devemos estar atentos aos próximos acontecimentos depois disso, pois o shofar representa a Voz do Eterno que soa como que nos alertando: “O tempo está próximo!” É um dia de regozijo! Este dia seria marcado pelo oferecimento ao Eterno daquilo que temos de melhor:

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