A História de Ruth Foi assim que tudo isto aconteceu: Nos dias em que os juízes governavam Israel, o povo havia relaxado sua observância da Torá; por essa razão provocou sobre si a punição de D’us. Na terra, reinava a fome. Um rico mercador, habitante de Yehudá, de nome Elimelech, não acostumado à fome e à pobreza, pensou em escapar da miséria mudando-se para outro lugar. Assim foi viver em Moav com sua esposa Naomi e seus dois filhos. Ruth, uma princesa moabita, imbuída de elevados ideais, não estava satisfeita com a idolatria de seu próprio povo e quando chegou a oportunidade, abriu mão do privilégio da realeza em sua terra, aceitando uma vida de pobreza entre um povo que ela admirava. Ruth fez amizade com essa família judia e começou a comparar o diferente modo de vida com o seu próprio. Aprendeu a admirar as leis e costumes judaicos, e a insatisfação que já sentia com a idolatria de seu povo, tornou-se uma objeção positiva. Quando um dos filhos de Naomi a pediu em casamento, ela sentiu-se feliz e orgulhosa em aceitar. Não ficou com remorso frente ao que estava renunciando: a vida de luxúria no palácio, o título real, as perspectivas de riqueza e honra no futuro, pois percebia o valor do povo ao qual agora se unia. Com a morte de Elimelech e seus dois
Behar No monte Lv 25:1–26:2 / Jr 32:6-27 / Lc 4:16-21 Na Parashá desta semana estaremos estudando sobre as palavras que foram dadas a Moshe pelo Eterno no Monte Sinai sobre o ano do jubileu e suas implicações proféticas. No princípio do capítulo está dito assim: “Falou mais o IHVH a Moshe no monte Sinai, dizendo: fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao IHVH” (Lv 25:1-2). Aqui a palavra que define o Eterno em hebraico é o tetragrama (IHVH) e isso significa que o Eterno se apresenta como aquele que se torna aquilo que seus filhos precisem que Ele se torne. Algo interessante é que o Eterno não falou com Moshe em qualquer lugar, mas no monte. Aqui a palavra “monte” em hebraico é har e significa “colina, outeiro, região montanhosa, monte, montanha”. Na Síria e Palestina as montanhas eram adoradas e serviam de cultos pagãos. Veja que o Eterno se apresenta como IHVH e também numa montanha, mostrando aos seus filhos que ele é sempre a solução para qualquer que seja o problema apresentado mas é preciso que também os seus filhos entendam que Ele é o D-us das alturas e é justamente ali que Ele lhes dará a vitória! Enquanto os outros achavam que a montanha era um D-us,
O caminho do justo
O temor do IHVH
A rocha no deserto Durante a caminhada do povo de Israel através do deserto muitos milagres aconteceram, mas um deles salta aos nossos olhos: a rocha que dava águas por onde quer que o povo judeu fosse. Mas, como isso veio a acontecer? Vejamos: Depois de todos estes acontecimentos – o maná e a água que tornou-se doce – os filhos de Israel continuam suas jornadas pelo deserto. Há algo explícito aqui: eles seguiam (ou não) viagem “segundo o mandamento do Eterno”! A viagem teve realmente um ritmo de desenvolvimento de acordo com os desejos do coração do Eterno. Mas mesmo assim, o povo continuava a se manifestar contra Moshe e o Senhor! “Então contendeu o povo com Moshe, e disse: Dá-nos água para beber. E Moshe lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao IHVH? Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moshe, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?” (Êx 17:2-3). Novamente duas palavras aparecem aqui durante a caminhada: contender e murmurar! Creio que a maior razão pela qual o povo passou quarenta anos vagando foi o uso e abuso destas atitudes. Eles demonstravam ser bastante carnais. Suas atitudes eram previsíveis e seus clamores centralizavam-se sempre no mesmo aspecto: a satisfação de
A história de Jerusalém Época antiga (3800-1000 A.C.) Jerusalém – Seu começo foi nebuloso. Arqueólogos e pesquisadores da época do bronze, encontraram restos da cidade que possuía uma muralha para a defesa, já a 3800 anos atrás. Justamente de um lugar distante, do Egito e Manobia, se encontraram restos de uma cidade egípcia antiga “Achan-Atun” que descreve a história de Jerusalém. Restos de vasos de argila e estátuas de barro egípcias chamadas “ktabei hamearot” que tem o nome de Jerusalém e seus governantes. Nestes escritos se encontram várias cidades cananeias e entre elas “Arasalem”, hoje em dia, Jerusalém. Os investigadores que se ocupam em descobrir o passado e analisam lendas antigas, encontraram neste nome duas palavras: Ieru-Shalem, e sua explicação é: “o D’us integro ensinará as bases da cidade“. Quando o patriarca Avraham chegou a terra de Israel, governava em Jerusalém, Malki Tzedek, que era sumo sacerdote ao deus supremo. Este é um testemunho bíblico de que a 3800 anos, Jerusalém já era uma cidade santa. Ioshua Bin Nun Jerusalém era uma cidade Jebuséia quando o povo de Israel a conquistou. Ao ler o livro d Josué, aprendemos que o rei de Jerusalém estava sobre o pacto dos cinco reis, que queriam castigar aos gibeonitas por terem se rendido aos israelitas. Ioshua Bin Nun e seu exército triunfou sobre os reis do pacto e a seus soldados que
O Messias – Primazia em todas as coisas “E Ele é antes de todas as coisas, e por Ele subsistem todas as coisas. Ele é a cabeça do corpo, a congregação… para que em todas as coisas Ele possa ter a primazia” (Cl 1:17,18). Colossos, que estava situada em uma das principais rotas de comércio do mundo antigo, tinha se tornado famosa por misturar as várias idéias religiosas as quais seus cidadãos adquiriram das caravanas e professores itinerantes que passaram por ali. Este conceito religioso era como que um “saco” de misturas, contendo elementos do politeísmo babilônio, filosofia grega, religiões misteriosas, judaísmo, e muitas outras. Agora, esses mestres sincretizadores (que encorajavam as “misturas” entre as religiões) estavam tentando incluir Ieshua como um outro elemento de sua mistura. Sha´ul escreveu para informar aos judeus messiânicos de Colossos, em termos nem um pouco indeterminados, que Ieshua não era apenas mais um ingrediente a ser acrescentado às sempre crescentes listas de objetos de culto das grandes cidades comerciais. Ele deixou claro que Ieshua era mais que apenas outro filósofo ou panteão de deidades no politeísmo. Sha´ul disse que Ieshua “é a imagem do Elohim invisível, o primogênito de toda a criação”, “pois por Ele foram criadas todas as coisas que estão nos céus, e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis… todas as coisas foram criadas por Ele, e para
Controvérsia A notícia que segue é antiga – 21 de abril de 2008 – mas ainda causa muito problemas entre judeus no Brasil, gentios e outras facções do judaísmo como por exemplo os “netsarim”, além de outros que nem sabem em que posição se encaixam dentro do espectro do judaísmo. Não posso afirmar que tal postura seja por puro desconhecimento – preferiria pensar assim – mas o que parece é que existem pessoas que não desejam – de forma alguma – reconhecer que os judeus messiânicos fazem parte da comunidade de Israel! E isso é legal, ou seja, foi dado a nós – judeus messiânicos – que tivéssemos nossos direitos reconhecidos em Israel – e consequentemente, em todo o mundo – e por isso podemos sim ser chamados de “judeus”! Quero salientar aqui que a Suprema Corte de Israel reconheceu os “judeus messiânicos” que muitos dizem não existir e outros afirmam que são falsos! Estas “posturas” – que podem bem ser chamados de “ataques” – ocorrem não somente nas mídias sociais – Facebook, Whatsapp, Instagram – como também via email e sempre na forma de confronto e com muita intimidação; aos que assim procedem gostaria de convidá-los a lerem a tradução da reportagem feita pelo Jerusalém Post – um veículo de comunicação com grande representatividade em Israel e também no mundo judaico – e que atesta esta questão
Shavuot Os Dez Mandamentos Shavuot, o sexto dia do mês de Sivan, é o dia mais importante do calendário judaico. Nessa data OCORREU a revelação inédita de D-us perante o povo de Israel e a outorga dos Dez Mandamentos, no Monte Sinai. Se esse dia histórico não houvesse ocorrido, não teríamos a Torah e seus mandamentos, as festas e preceitos religiosos. Seríamos um povo sem lei e sem propósito, sem princípios e sem a Terra de Israel. Enfim, seríamos pessoas sem rumo na vida. Os Dez Mandamentos foram entregues em duas tábuas de safira, conhecidas como as Tábuas da Lei. Porém, na realidade, a Torah contém 613 mandamentos, não apenas dez. Por que, então, diz-se que o Povo Judeu recebeu apenas os Dez Mandamentos no Monte Sinai? De acordo com Rav Saadia Gaon, os Dez Mandamentos sintetizam todos os 613 mandamentos do judaísmo. O grande sábio demonstrou em sua obra que todas as instruções contidas na Torah são ramificações dos Dez Mandamentos entregues no Monte Sinai. É, portanto, errôneo acreditar que a religião judaica se limita aos Asseret Hadibrot. O Baal HaTurim, sábio que fez uso da Guematria para revelar segredos da Torah, aponta que o texto dos Dez Mandamentos contém 620 letras hebraicas. Esse é o número de todos os mandamentos da Torah, pois além das 613 mitzvot há também 7 leis rabínicas que, como ensina o
Emor Dize Lv 21:1–24:23 / Ez 44:15-31 / Lc 14:12-24 Na Parasha desta semana estaremos abordando vários aspectos da Torah sobre os sacerdotes; sobre as coisas santas e também falaremos sobre as festas do Senhor. No início de nosso texto temos o seguinte: “Depois disse o IHVH a Moshe: Fala aos sacerdotes, filhos de Aharon, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão. E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará” (Lv 21:1-3). O diálogo entre o Eterno e Moshe tem início com a apresentação do Senhor através do tetragrama (IHVH)! Ou seja, novamente o Eterno se tornará aquilo que seu povo precisa que Ele se torne para eles! O Eterno diz que Aharon e seus filhos não deveriam contaminar-se por causa de um morto entre seu povo. A palavra “contaminar-se” em hebraico é tame´ e significa “ser (ficar) impuro, imundo”. Em sua raiz está também o termo tumâ que significa “impureza”. Ora, o que seria esta impureza? A impureza é justamente o contato com a morte, pois ao sacerdote havia sido delegado o ministério de ter contato com o Eterno – que é a
