Ser Ofendido? Ótimo!

Ser Ofendido? Ótimo!

Ser Ofendido? Ótimo! Quem não responde a uma ofensa? No Pirkê Avót (Ética dos Pais) consta a seguinte mishná: Rabi El’azar Hamodai disse: “Aquele que profana as coisas sagradas, desonra as festividades, humilha o próximo em público, cancela o pacto de nosso patriarca Avraham ou, interpreta a Torah em desacordo com a Lei judaica – mesmo que possua estudo de Torah e boas ações – não terá parte no Mundo Vindouro.” Em seu livro, o Rabino Ari Friedman cita uma explicação e uma linda história sobre o trecho “humilha o próximo em público”: Uma humilhação é tão prejudicial se for realizada na frente de muitas pessoas quanto perante uma só pessoa. Daqui aprendemos o quão grave é o pecado de humilhar ou ofender outra pessoa. Existem três pecados em toda a Torá que, para não cometê-los, a pessoa deve entregar sua vida: a idolatria, os relacionamentos proibidos e o assassinato. Sobre o assassinato, nossos livros sagrados relatam que aquele que humilha o próximo age como se estivesse matando essa pessoa. A palavra hebraica para humilhar é “malbin”, que quer dizer “embranquecer”. Quando envergonhamos alguém, seu sangue “foge” do rosto, deixando a pessoa pálida, o que é comparado a alguém que “tira o sangue” do próximo. Além disso, nossos sábios ensinaram que aquele que é insultado e não retruca, recebe a recompensa especial de ter suas preces ouvidas pelo

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Fé = emunah

Fé = emunah

Fé = emunah O que é fé? A definição desta palavra muitas vezes provoca confusão, pois algumas vezes fica parecendo que a “fé” é um salto no escuro rumo ao desconhecido. Quando tomamos a palavra “emunah” que significa “confiança”, a sua definição se aproxima de “obediência” e isso está em linha com aquilo que temos nas Escrituras. Então, segundo a nossa definição a Fé é a certeza de que estamos aqui por alguma razão e que, ao longo da nossa jornada pela vida, e sabemos que o Eterno está conosco, erguendo-nos quando caímos, perdoando-nos quando falhamos e acreditando em nós mais do que nós mesmos acreditamos. Isto não é apenas um pensamento positivo. É um fato. Mas não um fato simples. Assim como temos de treinar para ouvir as grandes sinfonias ou apreciar as grandes obras de arte, devemos treinar para conseguir sentir a presença do Eterno em nossas vidas. Este treinamento se apresenta a nós de duas formas: uma é a estudo da Torah e a outra está relacionada à obediência das mitsvót. Por meio da Torah aprendemos o que ele nos ordena. Por meio das mitsvót praticamos como cumprir sua vontade. É desta forma que nos abrimos para o Eterno. Então entendemos que a emunah (obediência) nos permite aceitar riscos e enfrentar o futuro sem temor. Às vezes pensamos que assuntos do espírito não são substanciais

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Sobrenomes judaicos

Sobrenomes judaicos

Sobrenomes Judaicos Por Rabi YY Jacobson – Baseado nos ensinamentos do Rebe Os judeus ashkenazim dão a seus filhos os nomes dos ascendentes falecidos. Isso tem a ver com a crença no restabelecimento da alma e com a honra e recordação do morto. Se pudesse seguir sua árvore genealógica, alguém que se chame Moisés encontraria tataravôs chamados Moisés a cada três gerações. Os judeus sefaradim dão a seus filhos o nome dos avôs, que geralmente estão vivos. Assim, numa árvore genealógica sefaradí vai-se encontrar o mesmo nome a cada uma geração em média. Se alguém ler a história da Espanha não saberá às vezes distinguir quem morreu e quem continua vivo. Será o avô ou o neto? Outras vezes encontramos o filho com o mesmo nome que o pai; contudo esse é um costume cristão que se encontra entre os judeus sefaradim depois que deixaram a Espanha, devido à Inquisição. Diferentemente dos aristocratas e das pessoas ricas, os judeus não tinha sobrenomes na Europa Oriental até os anos napoleônicos, nos princípios do século XIX. A maior parte dos judeus dos países conquistados por Napoleão, como Rússia, Polônia, e Alemanha, receberam a determinação de adotar sobrenomes para a cobrança de impostos. Entretanto, após a derrota de Napoleão, muitos judeus retiraram estes nomes e voltaram à denominação de “filho de”, surgindo então sobrenomes como: Mendelsohn, Jacobson, Levinson, etc. Durante a

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O campo dos sonhos

O campo dos sonhos

O campo dos sonhos “O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno” Mt 13:38. O lugar onde os sonhos se tornam realidade – e portanto transforma-se no “campo” onde eles se manifestam – é o mundo. Ieshua ao contar uma parábola nos informa que “o campo é o mundo” e esta parábola nos fala acerca de dois reinos: o poder soberano do Eterno e o reino do maligno! O que são os sonhos? Seriam eles somente uma “projeção” da mente humana e também a exteriorização dos mais íntimos desejos do ser humano ou eles seriam algo mais? A palavra “sonho” é halam e significa “sonhar”. Sua raiz vem de halam, que significa “ser forte, saudável”. Aqui aprendemos o quão necessários são os sonhos! São eles que alimentam nossa vida trazendo-nos a força e tornando-nos saudáveis! E os melhores sonhos são justamente aqueles que nos são dados pelo Eterno! Quando isso acontece, nós sonhamos os sonhos de D-us e isso torna nossa vida plena de esperança, pois sabemos que estes sonhos realmente se tornarão realidade! Entendemos então que os sonhos além de serem “projeções” da nossa alma são também manifestações espirituais com a finalidade de fortalecer o homem em sua caminhada aos seus objetivos. Quem sonha busca nos sonhos uma motivação para que possa alcançar

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A Divisão de Jerusalém

A Divisão de Jerusalém

Divisão Jerusalém A ULTRAJANTE DIVISÃO DE JERUSALÉM A divisão de Jerusalém tem sido assunto em pauta de todas as reivindicações dos palestinos em conversações com os judeus. Eles alegam que a cidade pertence a eles e que no mínimo deveriam possuir metade dela! Esta reivindicação não é somente ridícula como é também impraticável, pois não existe no mundo uma sequer cidade que obedeça a este padrão onde dois povos diferentes governem a mesma cidade. Um outro fato interessante – e histórico – é que os povos conquistadores que fizeram suas conquistas jamais “devolveram” as terras conquistadas, antes estabeleceram-se ali e implantaram sua cultura e língua. Este não foi o caso de Israel, pois Jerusalém nunca deixou de ser habitada por judeus mesmo depois do ano 70 quando houve uma fuga em massa dos judeus da terra, indo para os mais distantes países do mundo. Então por que reivindicar a “metade” de Jerusalém sendo que a cidade foi reconquistada pelos judeus em 1967? Não há qualquer precedente histórico que obrigue um país a fazer isso. Por que Israel seria obrigado a agir em consonância com a opinião dos organismos internacionais que apóiam o terrorismo e o mal que os palestinos e árabes tem causado durante toda a história conhecida por nós? Seria isso a “síndrome do esquecimento histórico” ou a “síndrome de interesses escusos” por parte das nações que

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Tradições de Chanucá

Tradições de Chanucá

Tradições de Chanucá O calendário gregoriano, este ano, começará ao anoitecer em 12 de dezembro e terminará no cair da noite de 20 de dezembro. Talvez o mais conhecido costume de Chanucá é a iluminação da chanuchia. Esta menora especial é usada somente no Chanucá, e embora seja uma reminiscência dos sete ramos de luz que ficava no templo, é diferente. Em vez dos sete ramos da Menorah, a chanichia tem oito velas que são acesas por uma vela especial chamado um shamash. Desde que o shamash é usado para acender as outras velas, considera-se ser a vela servo. Esta nona vela é mais frequentemente elevada sobre as outras oito velas na chanuchia e por vezes colocada no meio. Em cada noite de Chanucá, uma vela adicional é acesa na chanuchia. Na última noite, o shamash acende todas as velas de oito. Além de iluminação o chanuchia, também é costume ler histórias, girar o pião, cantar canções de Chanucá, e comer alimentos fritados em óleo. Sufganyot (sonhos), que são um favorito em Israel e latkes (panquecas de batata), servido com creme de leite e molho de maçã, são dois alimentos tradicionais de Chanucá. Tão gordurosos como estes alimentos fritos são, eles são preparados para decorar o milagre que D-us fez na restauração do templo em Jerusalém e salvar o povo judeu do exército grego/sírio. (É tudo sobre a

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Por que Israel?

Por que Israel?

Por que Israel? A eleição de Israel por D-us é questionada desde há muito, pois muitos não compreendem o por que de D-us os haver escolhido para que seus propósitos eternos pudessem ser revelados a humanidade. Por isso surgem ataques, discriminação, ódio, antisemitismo, etc…, tudo por causa da escolha de D-us por Israel… Israel é realmente uma nação única na terra, pois após um grande período de não existência (do ano 70 d. C. até 1948), a nação emerge do nada para novamente tornar-se uma potência mundial! Muitos não conseguem acreditar, mas existe algo realmente diferente em Israel, e muitos já tentaram explicar o inexplicável: como D-us, de forma miraculosa, fez renascer das cinzas do holocausto o moderno Israel e após 50 anos tornar a nação a maior potência do Oriente Médio. Há uma singularidade que nos atrai a Israel, gerando em nós um imenso amor por aqueles que também são amados por D-us, levando-nos a sempre novamente querermos abençoar aqueles a quem D-us sempre abençoou, a ministrar sobre esta nação o que D-us sempre declarou, e assim cooperar para que os propósitos de D-us cumpram-se em Israel! “Quem é como o teu povo Israel, gente única na terra?” (II Sm 7.23) Atualmente há uma disputa acirrada entre Israel e seus vizinhos pelos territórios onde hoje estão os judeus. Lutas intermináveis são travadas entre eles, guerras sem fim

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Natal?

Natal?

Natal? A comercialização do Natal Noite Feliz, noite feliz…. O Natal devia ser uma época de sonho, de alegria, de auto-doação, de caridade, en­fim, de felicidade. Devia ser uma época em que todas as pessoas pensassem ape­nas em ser boas, em ajudarem os outros, em sorrirem, em falarem palavras doces, em serem amáveis. A ocupação principal dos cristãos deveria ser cantar hinos de louvor ao Eterno pelo nascimento de Ieshua, lerem a história desse maravilhoso acon­tecimento que mudou o curso da história a huma­nidade, e agradecerem ao Eterno pelo Maior Presente que a humani­dade já recebeu – a própria pessoa de IESHUA. Este deveria ser o “espírito” desta festa, ainda que comemorada da forma errada, pois Ieshua não nasceu no dia 25 de dezembro! Quando me refiro ao “espírito” da Festa estou falando da intenção de coração com que não somente esta data, mas qualquer celebração deveria acontecer, pois o motivo de uma celebração é a alegria! Sem alegria a celebração não existe! Então para os verdadeiros “crentes” esta celebração deveria ser abolida, pois ela não está registrada nas Escrituras e nem na história dos primeiros judeus crentes no Ungido, mas falaremos disso mais adiante. Houve tempos em que o Natal era assim, todos se preparavam, durante o mês de dezembro, para comemorar o Na­tal da maneira mais pura possível. Todos se esmeravam em ser bons, amá­veis, cor­datos…

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Parasha Vayeshev

Parasha Vayeshev

Vayeshev (Ele habita) Gn 37.1–40.23/ Am 2:6–3:8 / Mt 1:1-6,16-25 O fato que precipitou os últimos eventos na porção da Torah desta semana é a queixa que os irmãos tinham devido ao favoritismo que Ia´aqov demonstrava para com Iosef. Os sábios do Talmud extraem deste incidente que a pessoa nunca deve tratar um dos filhos de maneira especial. Embora Ia´aqov desse apenas o valor de duas moedas a mais de seda (o casaco especial) a Iosef que aos outros filhos, os irmãos de Iosef tornaram-se invejosos e o venderam como escravo. A conseqüência mais importante deste ato, enfatizam os sábios, foi o exílio de nossos antepassados no Egito. A Torah descreve Iosef como sendo um “ben zecunim” para Ia´aqov, que literalmente significa filho de um pai idoso. Onkelos, entretanto, interpreta este termo como “filho sábio”, ao passo que Rashi acrescenta que Iosef era o aluno mais estudioso de Ia´aqov, e que o notável sábio ensinou ao filho tudo que havia aprendido. Rabi Samson Raphael Hirsch explica, no mesmo teor, que o casaco era um símbolo da transmissão da sabedoria de pai para filho, e isso era o que fazia Iosef especial. Ia´aqov via Iosef como uma continuação na linhagem dos Patriarcas que começou com Avraham. Havia um problema essencial em destacar Iosef. Seus irmãos não zombavam da sabedoria do pai, como fez Esav com Itshaq e Ishmael com

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