O Messias – Primazia em todas as coisas “E Ele é antes de todas as coisas, e por Ele subsistem todas as coisas. Ele é a cabeça do corpo, a congregação… para que em todas as coisas Ele possa ter a primazia” (Cl 1:17,18). Colossos, que estava situada em uma das principais rotas de comércio do mundo antigo, tinha se tornado famosa por misturar as várias idéias religiosas as quais seus cidadãos adquiriram das caravanas e professores itinerantes que passaram por ali. Este conceito religioso era como que um “saco” de misturas, contendo elementos do politeísmo babilônio, filosofia grega, religiões misteriosas, judaísmo, e muitas outras. Agora, esses mestres sincretizadores (que encorajavam as “misturas” entre as religiões) estavam tentando incluir Ieshua como um outro elemento de sua mistura. Sha´ul escreveu para informar aos judeus messiânicos de Colossos, em termos nem um pouco indeterminados, que Ieshua não era apenas mais um ingrediente a ser acrescentado às sempre crescentes listas de objetos de culto das grandes cidades comerciais. Ele deixou claro que Ieshua era mais que apenas outro filósofo ou panteão de deidades no politeísmo. Sha´ul disse que Ieshua “é a imagem do Elohim invisível, o primogênito de toda a criação”, “pois por Ele foram criadas todas as coisas que estão nos céus, e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis… todas as coisas foram criadas por Ele, e para
Controvérsia A notícia que segue é antiga – 21 de abril de 2008 – mas ainda causa muito problemas entre judeus no Brasil, gentios e outras facções do judaísmo como por exemplo os “netsarim”, além de outros que nem sabem em que posição se encaixam dentro do espectro do judaísmo. Não posso afirmar que tal postura seja por puro desconhecimento – preferiria pensar assim – mas o que parece é que existem pessoas que não desejam – de forma alguma – reconhecer que os judeus messiânicos fazem parte da comunidade de Israel! E isso é legal, ou seja, foi dado a nós – judeus messiânicos – que tivéssemos nossos direitos reconhecidos em Israel – e consequentemente, em todo o mundo – e por isso podemos sim ser chamados de “judeus”! Quero salientar aqui que a Suprema Corte de Israel reconheceu os “judeus messiânicos” que muitos dizem não existir e outros afirmam que são falsos! Estas “posturas” – que podem bem ser chamados de “ataques” – ocorrem não somente nas mídias sociais – Facebook, Whatsapp, Instagram – como também via email e sempre na forma de confronto e com muita intimidação; aos que assim procedem gostaria de convidá-los a lerem a tradução da reportagem feita pelo Jerusalém Post – um veículo de comunicação com grande representatividade em Israel e também no mundo judaico – e que atesta esta questão
Shavuot Os Dez Mandamentos Shavuot, o sexto dia do mês de Sivan, é o dia mais importante do calendário judaico. Nessa data OCORREU a revelação inédita de D-us perante o povo de Israel e a outorga dos Dez Mandamentos, no Monte Sinai. Se esse dia histórico não houvesse ocorrido, não teríamos a Torah e seus mandamentos, as festas e preceitos religiosos. Seríamos um povo sem lei e sem propósito, sem princípios e sem a Terra de Israel. Enfim, seríamos pessoas sem rumo na vida. Os Dez Mandamentos foram entregues em duas tábuas de safira, conhecidas como as Tábuas da Lei. Porém, na realidade, a Torah contém 613 mandamentos, não apenas dez. Por que, então, diz-se que o Povo Judeu recebeu apenas os Dez Mandamentos no Monte Sinai? De acordo com Rav Saadia Gaon, os Dez Mandamentos sintetizam todos os 613 mandamentos do judaísmo. O grande sábio demonstrou em sua obra que todas as instruções contidas na Torah são ramificações dos Dez Mandamentos entregues no Monte Sinai. É, portanto, errôneo acreditar que a religião judaica se limita aos Asseret Hadibrot. O Baal HaTurim, sábio que fez uso da Guematria para revelar segredos da Torah, aponta que o texto dos Dez Mandamentos contém 620 letras hebraicas. Esse é o número de todos os mandamentos da Torah, pois além das 613 mitzvot há também 7 leis rabínicas que, como ensina o
Emor Dize Lv 21:1–24:23 / Ez 44:15-31 / Lc 14:12-24 Na Parasha desta semana estaremos abordando vários aspectos da Torah sobre os sacerdotes; sobre as coisas santas e também falaremos sobre as festas do Senhor. No início de nosso texto temos o seguinte: “Depois disse o IHVH a Moshe: Fala aos sacerdotes, filhos de Aharon, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão. E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará” (Lv 21:1-3). O diálogo entre o Eterno e Moshe tem início com a apresentação do Senhor através do tetragrama (IHVH)! Ou seja, novamente o Eterno se tornará aquilo que seu povo precisa que Ele se torne para eles! O Eterno diz que Aharon e seus filhos não deveriam contaminar-se por causa de um morto entre seu povo. A palavra “contaminar-se” em hebraico é tame´ e significa “ser (ficar) impuro, imundo”. Em sua raiz está também o termo tumâ que significa “impureza”. Ora, o que seria esta impureza? A impureza é justamente o contato com a morte, pois ao sacerdote havia sido delegado o ministério de ter contato com o Eterno – que é a
Palavras são sementes
Ieshua e Azazel na porção Acharei Mot Kedoshim da Torah Esta semana, duas leituras da Torah, Parasha Acharei Mot (após a morte) e Kedoshim (os Santos), são combinados para acomodar o número de sábados neste ano civil. Por favor, leia junto conosco, e descubra as verdades da Torah nesta porção dupla da escritura que está sendo lido nas sinagogas ao redor do mundo este Shabbat. Acharei Mot – Kedoshim Levítico 16:1–20:27; Ezequiel 22:1–19; Amos 9:7–15; João 7:1–10:21 “O IHVH falou a Moshe após a morte dos dois filhos de Arão que morreram quando se aproximou do IHVH” (Lv 16:1). A parcela combinada da Torah da semana passada, Tazria-Metzora, discutiu as leis da tumah (impureza) e taharah pureza). A porção dupla desta semana da escritura começa com os avisos de D-us sobre a entrada no Kedosh HaKedoshim (Santo dos Santos) após a morte (acharei MOT) de Nadabe e Abiú, os filhos de Arão que pereceram quando trouxeram “fogo estranho” diante de Adonai. Nesta parasha, parece que o Senhor está tentando evitar mais “mortes acidentais” devido ao bem – significado que os israelitas chegarem muito perto da santidade de D-us. Durante este tempo, o Santo dos Santos foi colocado atrás de uma espessa, pesada cortina ou véu na frente da expiação cobrir a arca. Lá o Senhor apareceu em uma nuvem: “O IHVH disse a Moshe:” Diga a seu irmão Arão que ele não virá sempre que ele escolher o lugar mais sagrado atrás da cortina
Uma visão mais profunda sobre a entrega da Torah O versículo imediatamente seguinte ao relato da entrega dos Dez Mandamentos ao Povo de Israel por D’us no Monte Sinai, que resume a experiência daquele que foi o maior de todos os dias, diz: “E todo o povo viu as vozes e as tochas e o toque do shofar e a montanha fumegante…” (Shemot 20:15). Se lemos bem as palavras que estão escritas, percebemos que o texto nos fala sobre “ver as vozes”, o que parece improvável, pois uma voz não é vista, mas sim ouvida. A lógica é essa. Neste caso, porém, a lógica foi contrariada e as vozes foram vistas pelo povo, como que numa imensa tela em três dimensões, as letras e palavras em hebraico iam aparecendo, à medida que eram ditas pelo Eterno! Esta foi sem dúvida uma experiência única na vida do povo de Israel, algo que nunca mais se repetiu na história de nosso povo. Veja a explicação para o acontecido: Na Cabalá nos é ensinado que os quatro níveis de experiência do povo: ver as vozes as tochas o toque do shofar a montanha fumegante Estas quatro manifestações correspondem à experiência completa dos quatro componentes/letras do Nome de D’us: Chochmá sabedoria vozes yud Biná compreensão tochas hei midot emoções Toque do shofar vav malchut expressão montanha fumegante hei O verbo inicial do
Kedoshim Santos Lv 19:1–20:27 / Am 9:7-15 / Mt 5:43-48 Na Parasha desta semana estaremos abordando alguns fatos que demonstram-nos que a qualidade de vida tem a ver com a santidade do homem! E neste contexto veremos vários mandamentos que, quando obedecidos, conduzem o homem a um padrão de santidade cada vez maior! Nosso texto tem início com as seguintes afirmações: “Falou mais o IHVH a Moshe, dizendo: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o IHVH vosso Elohim, sou santo. Cada um temerá a sua mãe e a seu pai, e guardará os meus sábados. Eu sou o IHVH vosso Elohim. Não vos virareis para os ídolos nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o IHVH vosso Elohim” (Lv 19:1-4). A primeira coisa que notamos aqui é que o Eterno se apresenta para Moshe – e consequentemente também para o seu povo – como IHVH, ou seja, Ele é Aquele que se torna aquilo que seu povo precise que Ele se torne, Ele é a solução para qualquer problema que se apresente! Esta palavra deveria ser dita à toda a congregação dos filhos de Israel. A palavra “congregação” em hebraico é ´edâ e significa “assembléia, congregação, povo, multidão”. Esta palavra foi traduzida na Brit Hadasha como sinagoga! E há ainda algo mais, pois na raiz desta palavra
Uma experiência com o Eterno
A pergunta A pergunta é: você é religioso, ou você é D-us? Bem, claro que sua na verdade não pode ser D-us, mas você age como se você fosse? Antes que a resposta seja não, sei que esta é a pergunta… você vai ser convidado no Rosh Hashanah, não pelo seu cônjuge, não pelo seu Rav e não por seu vizinho. O Celestial Bais Din solicitará esta questão, e eles vão responder a isso por como você viveu sua vida no ano anterior e com base em sua atitude durante os dez dias de arrependimento. O que significa ser religioso? A Torah responde essa pergunta através da 613 Mitzvos. O que significa para ser D-us? Isso vai para a base da discussão que se segue. Dovid HaMelech escreveu: “Quando eu vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e estrelas que você estabeleceu, o que é o homem que você deve se lembrar dele e o filho do homem que você deve estar atento a ele?” (Tehilim 8:4-5). O Dovid HaMelech quis dizer com isso? Vamos responder a esta pergunta com uma analogia. Um dia, um pai levou seu filho para ver o seu local de trabalho. O filho nunca tinha estado lá antes, e ele estava animado para ver onde seu pai trabalhava e ganhava seu sustento. Quando eles passou pelo portão da frente, o
